Casarão – Rua Barão de Jundiaí, 260

O patrimônio histórico brasileiro está sempre sob constante ameaça. Toda cidade que possui algum bem de significado relevante para sua história precisa se preocupar muito com a preservação de sua memória, pois o risco de demolir imóveis, cuja existência é importante para a localidade, é frequente.

Desta vez quem está sob ameaça é este belo imóvel do município de Jundiaí, aqui próximo à capital paulista.

clique na foto para ampliar

Localizado no número 260 da Rua Barão de Jundiaí, bem no centro da cidade, este casarão do início do século 20 é um dos belos imóveis da região.

Segundo o leitor Leandro Savini Fávaro, o imóvel começou a ser destruído pelos proprietários, que não pouparam sequer as árvores que ficavam no lado direito do imóvel, dentro do terreno.

Apesar da tentativa de destruição deste bem histórico, o mesmo está protegido por uma lei municipal, de número 7.857/2012, que prevê a regulamentação dos critérios de intervenção no Polígono de Proteção do Patrimônio Histórico de Jundiaí.

Se valendo desta lei, nosso leitor acionou a Prefeitura de Jundiaí cobrando que a mesma detenha este desrespeito à memória da cidade. Ainda segundo Fávaro, no dia seguinte à denúncia, a fiscalização foi até o local e paralisou a movimentação no imóvel. Mesmo assim, alguns detalhes decorativos da residência centenária foram perdidos.

As árvores e plantas já foram arrancadas

Esperamos que este belo representante da história arquitetônica da cidade de Jundiaí seja preservado para a posteridade. Parabenizamos o leitor Leandro Savini Fávaro pela coragem em defender a memória de sua cidade e encorajamos nossos demais leitores a fazerem o mesmo em suas respectivas localidades. Só assim conseguiremos que nossa arquitetura histórica permaneça de pé.

Veja outras fotografias do imóvel (clique na foto para ampliar):
Crédito: Leandro Savini Fávaro

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14 respostas

  1. Trabalho nesta mesma rua, há no máximo 20 metros de distância e passar enfrente a esta beleza é meu caminho diário. Descobri que quem estava destruindo era o proprietário do estacionamento ao lado. O terreno seria pra qual utilidade? Estacionamento, ou seja, nenhuma! Oremos para que nunca mais saia nem um prego deste casarão!

  2. Leandro! Sou de Jundiaí e queria lhe parabenizar pela ação e também pedir que vc me mande como fez todo processo. Sobre a casa que vc denunciou, fiz também denúncia ao IPHAN que respondeu que como o bem não era tombado não poderia fazer nada, aí me senti de mãos atadas! Mas agora vejo que tem jeito sim! Meu email é gloriatega@uol.com.br
    Obrigada pela ajuda!

  3. Parabéns, Leandro! Só mesmo a iniciativa individual do cidadão para fazer a máquina do Estado realizar seu papel!
    Parabéns, Douglas! Pelo brilhante trabalho à frente deste blog!

  4. Tenho uma foto que eu tirei no dia 07 de julho de 2012 que mostra bem as arvores dessa magnifica casa. Tirei a caminho do museu da energia, no mesmo dia que visitei o museu da companhia paulista. Caso o autor da postagem queira, pode entrar em contato comigo que passo a imagem com qualidade maxima.
    Triste ver isso acontecendo.

    1. Olá Jailson, gostaria dessa imagem. Sou estudante de arquitetura, e pretendo fazer um trabalho sobre essa casa.

  5. Não gosto deste tipo de coisa, destruir um casarão bonito deste? Sei bem o que é esse sentimento de “acabar com a memória” de uma casa antiga.
    Vi a casa, em que meus bisavós moraram boa parte de suas vidas e onde também passei boa parte da minha infância, indo chão abaixo sem que pudesse fazer nada, para dar lugar a uma loja sem graça de auto peças!
    Infelizmente não tenho nenhuma foto sequer, muito triste isso, é algo que, por mais que alguém tente reconstruir uma casa no mesmo estilo, nunca será a mesma casa.

  6. igual um castelinho que tinha na rua torres neves em jundiai, pararam de demolir por ordem da justiça de dia e anoite foram la e derrubaram tudo agora e um estacionamento.

  7. sempre estaciono ao lado deste casarão quando vou ao centro da cidade e fico vários minutos admirando este casarão…alguém sabe a história dele? que eram os moradores?

  8. Parabéns pela iniciativa denodada e heroica. Deveriamos nos prender nas grades para que sequer um prego destas residências fosse removido. Os srs do interior do estado estão mil anos a nossa frente. Resido na primeira vila do Brasil S Vicente, nasci há quarenta anos, quando praticamente tudo já havia sido derrubado e o pouco que sobrará vi ser demolido quando era criança e jovem, até praticamente nada restar. Devido a inércia e falta de consciência de nossa população perdemos tudo, toda nossa memória e nada há de antigo aqui.

    Não permitam que o mesmo se suceda com as cidades de vocês. E que essas jóias e relíquias seja substituídas por essas coisas de alumínio, vidro, concreto e metal. Salvem nosso patrimônio!!!

  9. Foram lentos, se fosse em Taubaté ninguem ia nem ver o que tinha acontecido, aqui derrubam tudo que é antigo em um segundo. Pior de tudo é que isso é uma pratica antiga, quando estavam prestes a tombar algo aqui eles iam e derrubavam ou quebravam os detalhes, tenho vergonha disso na minha cidade…

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