Chocolates A Sultana S/A

Até pouco tempo atrás, quem passa pela movimentada Avenida do Estado e observava este antigo prédio industrial abandonado nem imaginava que ali existiu até o final da década de 70 uma fábrica de chocolates que fez história no século 20, a Chocolates A Sultana.

Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga - Clique para ampliar.

A antiga fábrica na esquina da rua Luis Pacheco, no Bom Retiro, esteve abandonada por muitos anos e em 2011 começou a sofrer algumas intervenções. No lado direito da construção, notamos uma placa indicando a recuperação do imóvel que se dará mantendo as características originais do prédios.

Uma renovação muito bem vinda está chegando (clique para ampliar).
Uma renovação muito bem vinda está chegando (clique para ampliar).

Registramos o local para que possamos observar a transição deste prédio atualmente decadente em um ponto comercial novo e revigorado. Quando o local estiver pronto, atualizaremos este imóvel cadastrado com novas fotografias.

Confira mais fotos da antiga fábrica de chocolates (clique para ampliar):

Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento

Atualização:
É muito gratificante quando chega até nós a notícia de que um local de importante trajetória para a cidade de São Paulo não veio abaixo. E foi essa a informação que recebemos no caso antiga fábrica. O local deixou de ser uma área degradada e tornou-se um hotel. Na época notamos que o local passaria por alguma reformulação e agora está finalmente pronto.

De local degradado e abandonado a um hotel, boa notícia! (clique para ampliar)

O Yes Hotel ocupa as antigas dependências da Sultana e comprova que é possível modernizar, adaptar e não necessariamente demolir. Nossos parabéns aos proprietários do hotel, que optaram pro recuperar o local ao invés de simplesmente colocar tudo abaixo e erguer um outro edifício.

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39 respostas

  1. Parabenizo-o por essa brilhante idéia e trabalho. A título de colaboração, sugiro ao senhor que coloque a história de cada um desses imóveis. Não sou paulistano, mas sempre que vou aí, observo essas imóveis e fico imaginando como teria sido o passado deles.
    Grato.

    1. quando que a empresa,dizioli foi fundanda, e porque ela faliu?

      desde de já,agradeço!

  2. Amigo,

    A fabrica de chocolates A Sultana, hoje abandonada, pertencia a dois irmãos. Aldo e Alfio Gambini. Alfio morreu faz uns dois anos e Aldo já ha muitos anos. Ambos estudaram no Colegio São Bento e eram filhos do velho Gambini que trouxe a formula do chocolate da Italia. Ambos eram amigos de meu Pai, também falecido.
    Abraços,

    1. Na verdade a fábrica era do pai deles em sociedade com Dino Giovannetti , meu avô.

      1. Meus avós Alberto e Armida Lorenzetti eram vizinhos do Dino Giovannetti, um senhor alto e distinto. Eu o conheci. Tinham um sortimento de chocolates e balas excepcional. Havia um chocolate cor de café com leite claro que era especial e nunca mais provei nada igual.

    2. Na verdade a fábrica era do pai deles em sociedade com Dino Giovannetti, meu avô.

  3. E a Fábrica de chocolates laf. que fim levou? Fechou, mudou-se para outro estado o que acnteceu?

    1. Nao sei,mas se souber me diga pois era meu chocolate preferido.Pra onde sera que foi a receita?

  4. Passei ontem em frente a este lugar. O prédio foi pintado e restaurado. Deve voltar a funcionar em breve, me parece que vai ser um hotel.

  5. Eu me lembro dos Ovos de Páscoa da LAF…que meu bom Pai, já falecido, todo ano nos presenteava. Era uma delícia!!!

  6. Do ponto de vista ambiental isso é maravilhoso, utilizar uma construção já pronta e não gerar mais entulho e gastos com novos materiais (e transporte).

    Quanto a arquitetura, ela não foi preservada de nenhuma forma, poderiam manter e um estilo industrial, agregaria valor ao negócio. Isso é bastante comum na Europa onde até igrejas são transformadas em hotéis e lojas.

    Enfim, mais ganhamos do que perdemos, parabéns.

  7. Parabéns ao proprietário do Hotel que manteve preservada a construção antiga e modernizou o imóvel.
    Mostrando que não precisa demolir e sim restaurar.

  8. Trabalhei como estagiaria na chocolates laf, foi um tempo muito feliz. Gostaria de saber como tudo terminou e se alguém tem noticia de onde ficaram os documentos do RH. Grata.

    1. trabalhei no ano de 1971 e gostaria de saber para que lugar esta a documentos do RH pois perdi a carteira de trabalho e preciso deste documento para minha aposentadoria fico-lhe grato se por acaso for atendido

  9. eu me lembro do bombom baião da laf que dava propaganda na exelcior nos anos 60

  10. Em 1970 trabalhei nesse prédio, na empresa de balas e chocolates que sucedeu a SULTANA, por arrendamento. Chamava-se Indústria de Balas e Chocolates DINAMARKA LTDA., a qual lançou no mercado um produto fino e competitivo chamado “Janela Dinamarquesa” e um bombom muito saboroso para concorrer com o “Sonho de Valsa”, chamado “Batucada”! Tinha, como diretores, o saudoso ROMEU BRUNO ( industrial e comercial ) e IMACOLATINO BALISTRIERI ( financeiro ). Na produção, tínhamos o também saudoso, ALFREDO MONTEBELLO, profundo conhecedor do segredo da fórmula do mais saboroso pão de mel que conheci ( o qual, realmente, tinha sabor de mel, dada a grande quantidade de mel que era misturado com a massa ) bem como fórmulas de chocolates vários e balas diversas! Como seu assistente, tínhamos um também grande conhecedor, o simpático suíço morador no Brasil, MAURICE PROGIN. O engenheiro de alimentos EDUARDO BRUNO CENTURION, o AMARAL, Senhor JULIO. Ótimos tempos!!

  11. Adorava os chocolates da Laf.
    Vibrava qdo aos sábados, meu pai chegava em casa com uma caixa de bombons de cereja ao licor. Gostava de fazer um furinho neles com um palito e bebia o licor, pra depois comer o bombom…rsrs
    Os ovos de Páscoa eram irresistíveis.

  12. Me lembro também da fábrica de chocolates SONKSEN , era uma verdadeira delícia , muito cremoso , o verdadeiro chocolate sabor hoje só encontrado em chocolates importados.

  13. Nossa passo em frente diariamente e não tinha noção do que este predio representa!
    O hotel permanece, porem esta pintado de verde atualmente.
    Na Av. do Estado ha varios imoveis muito antigos, principalmente proximo a Rua São Caetano.
    Adoro historias do passado, de um tempo em que eu nem havia nascido. Fico imaginando como eram as coisas naquele tempo….

  14. gente em 1974 ou 5, na rua maria marcolina existia a fabrica da dizioli ai sai de sao paulo agora anos depois nao concigo contato estive na dr. costa valente no bras, e nao existe mais morro em Porto Velho R O, e preciso saber quanto tempo trabalhaei par uso do INSS

      1. O bairro ponte pequena existe sim , até e estação que hoje se chama Armenia se chamava ponte pequena.

    1. Minha mãe comenta sempre o nome de duas chefes que ela teve: Santina e Valentina.
      Ela comentou também que a mãe do Alfio e do Aldo se chamava dona Lina.
      Minha mãe ficou por lá durante 12 anos.
      Muitas histórias…..

  15. Gostaria de saber o que aconteceu com os chocolates “laf”..em linha infância cmiamos o de nome katia….não existiu neste mundo chocolate melhor

  16. Meu pai, Francisco, falecido, foi representante de A Sultana em S.Paulo/SP, Zona Leste e depois compadre do Sr. Aldo Gambini, que é, foi, padrinho de meu irmão Aldo em 1960 (a mãe dele, não me recordo o nome, foi a madrinha), por isso foi batizado Aldo. Sei que no Natal e aniversários do Aldo, meu irmão, ele não era o único a ganhar presentes, mas toda a família. Boas recordações e que Deus os tenha.

  17. Minha avó trabalhou na Sultana! Foi registrada com 14 anos (na época podia, desde que tivesse a autorização dos pais)… depois foi para a Dizioli…

  18. Como lembro da dizioli, em 1970 fui para São Paulo com apenas 8 anos, morei ao lado em uma vila acho. Lembro que minha mãe mandava eu comprar aqueles chocolates e eu me deliciava, até hoje sinto o sabor. Nunca mais eu comi um igual. Nunca esqueci aqueles sabores. Pena a fábrica ter acabado. Mas talvez se existisse não seria a mesma qualidade.

  19. Boa tarde!

    Minha mãe tem 71 anos de idade e está contando nesse exato momento que trabalhou aos 13 anos de idade no ano de 1962 na Sultana, embalando os chocolates.

    A Chefe dela chamava-se Lódia e que era bem rígida…..rsrs.

    Abraços.

  20. Minha mãe trabalhou muitos anos na Sultana. Ela conta muuitas histórias de lá!!! Obrigada pela reportagem!!!

  21. Meu avô, Feliciano da Costa Cirne, trabalhou na Sultana durante 26 anos. E morava com a família na rua Eduardo Chaves. Creio que ele tenha trabalhado na Sultana até por volta de 1950. Seu braço esquerdo apresentava deformação na pele por queimadura devido a caramelo fervente na Sultana. Após recuperar-se continuou a trabalhar na Sultana por bons tempos. Deixou a Sultana após passar em um concurso para fiscal na Secretaria da Higiene, na época.

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