Sobrado – Rua Líbero Badaró 114 a 126

Quando pensamos em Rua Líbero Badaró logo imaginamos edifícios altos e sisudos. Afinal é lá nesta rua que estão importantes arranha-céus paulistanos, como o edifícios Martinelli e Conde de Prates. Entretanto ainda encontramos por lá uma ou outra construção mais baixa, como esta a seguir:

clique na foto para ampliar

Um dos últimos sobrados da rua esta construção é do inicio do século 20 e atualmente é utilizada somente como estacionamento. Infelizmente este tipo de uso não valoriza a construção e apenas contribui com a degradação do centro histórico de São Paulo, pois poderiam ter outros uso mais interessantes e compatíveis com a edificação, como restaurante, escola e afins.

É preciso uma politica mais eficiente de ocupação do centro, com taxas mais elevadas de IPTU e impostos para quem não quiser investir em usos eficientes de suas propriedades. A cidade não precisa de mais estacionamentos, precisa de outros tipos de ocupações.

Em tempo boa parte destas propriedades menores do centro encontram-se nas mãos de estrangeiros, a maioria das vezes chineses.

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9 respostas

  1. Realmente poderia ser melhor aproveitado essas construções antigas. Já imaginei um restaurante, bem pintado, decorado. Ou ainda uma biblioteca pública, livraria, enfim outros usos. Obrigada por compartilhar.

  2. Elas vao para os Chineses pois os precos estao em conta, no metro quadrado. E o Chines pensa a longo prazo. Ele ve o que o cego do Brasileiro nao ve…..

    Imovel em area central, preco baixo, e algo que nao pode ser facilmente reproduzido.

    Esta edificacao, se houver area aberta nos fundos, da otima residencia urbana, em uma rua com formidavel apelo.

    Veja como exemplo estas fotos ( e nao, nao estou a vender estes, ate porque estao fora de minha jurisdicao )

    https://photos.app.goo.gl/AL99eAkBE1LDteEz6

    https://photos.app.goo.gl/iZW9yEhPng8FiN7F6

    https://photos.app.goo.gl/SFWpAGdS9ATAjo1u9 ( prestem atencao na comparacao com fotos da decada de 70,, e para quem quiser ir mais a fundo, assistam a Serie Vynil no HBO,

    https://youtu.be/zRYSVV54KHY

    https://youtu.be/tw5BlqE-i_c

  3. De fato, o uso como estacionamento não valoriza. Seria melhor como fizeram com um interessante sobrado da Rua da Carioca, todo em estilo árabe, que virou o Museu do Choro. Ou, se não for espaço cultural, um ponto comercial de bom gosto. Lembro-me como ficou horrível em Curitiba um sobrado na esquina da Saldanha Marinho com a Ermelindo de Leão, que transformaram em estacionamento de dois andares depois de emparedarem as janelas externas, derrubarem as paredes internas e instalarem lâmpadas fluorescentes em todo o seu interior.

  4. As atividades comerciais são um acurado termômetro do que está acontecendo em termos urbanísticos em certos locais, e levando-se isso em conta estacionamentos são indicativo de uma péssima atratividade, uma vez que são instalados em sua grande maioria na base da gambiarra, em prédios (Ou ruínas de prédios) que não servem a este fim, como é o caso do imóvel deste artigo, e são basicamente locais mortos, não a toa denominados como “vazios urbanos”. Basicamente são atividades “tapa-buracos”, destinada justamente a dar algum tipo de retorno financeiro enquanto nenhuma oportunidade melhor surge (E talvez, se tratando do centro de São Paulo, tenha se tornado uma estratégia para evitar invasões)

    Falando do casarão em si, apesar de estar com um aspecto digno, ainda fica o temor de que, de uma hora pra outra, aconteça um “incêndio” ou “desabamento” que obrigue a demolição do imóvel, já que o imóvel em si, provavelmente tombado, se torna um obstáculo para a utilização do terreno, este sim bem mais valioso aos olhos do proprietário. O dano que uma conveniente “tragédia” possa infligir ao imóvel talvez seja suficiente para destombar o imóvel e viabilizar a demolição do que sobrar. Se tratando de um imóvel relativamente menor que seus vizinhos, sua falta talvez nem fosse notada pelas pessoas que passam, apenas por nós que amamos arquitetura…

  5. Facil.uso restaura ele,faz um restaurante,livraria em cima com o estacionamento para o cliente embaixo

  6. Bom o que os participantes aqui não sabem e que o aluguel da vaga na Líbero Badaró, Rua Boa Vista, é alto, pela pouca oferta.   Na República, um mensalista paga uns R $250 para alugar vaga.  Na Líbero Badaró,  ou Boa Vista esta mesma vaga saia, pré pandemia, por uns R$ 650,00. Os três grandes  edifícios do lado direito ( Grande São Paulo, Mercantil Finasa, e Conde Prates ), não tem boa proporcionalidade de vagas por metro quadrado. E a mudança da prefeitura para lá ( Othon, Matarazzo, Martinelli ), criou pressão na demanda por vagas.

    Dai o porque em enfiar garagem e descaracterizar um prédio de fachada tão interessante.  

    Concordo que um restaurante poderia até ser interessante.  Porém os prédios do Centro estão operando com altas taxas de vacância.   Até que o público cativo volte, abrir restaurante ali e arriscar em fechar as portas em menos de um ano.   Daria sim,  ao menos, para abrir uma cafeteria ( a margem bruta no copo de café, antes dos custos de operar loja, está por volta de 1000% , e têm dono de lanchonete dando café de graça enquanto perdem $ no prato feito ).

    A Líbero Badaró tem um aspecto dignificado, em um pouco me lembra uma versão pobre da  State Street em Boston, entre a Broad Street até a  Congress Street ( Façam o Google Maps Street View ). Até a linha de táxi em frente ao Mercantil Finasa dá esse toque (60 State St ).

    Ainda que a nova esplanada do Anhangabaú nao seja Faneuil Hall ( esquina da Congress Street com North Street ), dá para ver um paralelo.  

     Portanto este prédio deveria ser preservado.  

    Eu me lembro de um comentário de um turista, que as pessoas visitam Boston para ver tijolo.  Que e como a maioria dos prédios são erguidos, inclusive os novos.. Se preservarem o Centro, o turista vem.  Turista não quer ver prédio envidraçado. A Paulista, Vila Olímpia, Chucri Zaidan não impressionam o turista de fora ( só os complexados dos Brasileiros ).

  7. Além da desvalorização do imóvel e do centro da cidade, perde também o charme.

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