Casarão Demolido – Rua Cubatão

Não é nenhuma surpresa quando relatamos aqui que mais um casarão desapareceu em São Paulo. Este tipo de notícia está tão corriqueira nos últimos anos que a cada casa antiga que deixa de existir parece nem nos espantar mais. E mais uma vez apresentamos aqui um destes casos tristes da nossa paulicéia.

clique na foto para ampliar
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Localizado no número 934 da rua Cubatão, na Vila Mariana, este casarão era um dos poucos que ainda existia nesta rua.

O imóvel era daqueles que eram muito comuns nesta região no passado, com uma área bastante ampla, edícula ao fundo e uma boa quantidade de árvores na sua fachada, inclusive um sempre carregado pé de limão.

Era uma vez uma casa muito agradável (clique na foto para ampliar).
Era uma vez uma casa muito agradável (clique na foto para ampliar).

Não faz muito tempo que esta mesma rua Cubatão perdeu um casarão já bem no final da rua e que estava em excelente estado de preservação.

Lá abriga agora um estacionamento. Infelizmente a destruição de casarões da região não parou por lá e atingiu este aqui também, neste caso em particular de forma bastante trágica: um incêndio. A fotografia abaixo, enviada pela leitora Flávia Roberta Costa, flagra o momento do triste acontecimento.

Crédito: Flávia Roberta Costa / Clique na foto para ampliar.
Crédito: Flávia Roberta Costa / Clique na foto para ampliar.

Os motivos que levaram ao incêndio deste belo casarão não foram divulgados. Entretanto para quem observava o imóvel pela rua era possível notar que, apesar de perfeitamente recuperável, o casarão encontrava-se bastante deteriorado e com boa parte de seu madeiramento apodrecido.

Como o incêndio começou no andar superior, é bem possível que este incidente tenho se iniciado entre o telhado e o estuque, onde possivelmente deveria passar alguma fiação bastante envelhecida, provocando um curto circuito.

Alguns dias após o incêndio uma empresa já estava atuando no local removendo telhado e concluindo a demolição do velho casarão.

Crédito: Flávia Roberta Costa / Clique na foto para ampliar.
Crédito: Flávia Roberta Costa / Clique na foto para ampliar.

Lembro que quando tirei as fotos desta casa ainda de pé, algum tempo atrás, havia uma senhora no quintal. Não sei se ela ainda morava por ali, mas espero que em caso positivo que nada tenha acontecido com ela. Infelizmente a Vila Mariana perdeu mais um de seus imóveis antigos.

Veja abaixo mais algumas imagens do casarão (clique na miniatura para ampliar):
Agradecimento: Flávia Roberta Costa pelas fotos de durante e depois do incêndio.

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20 respostas

  1. A Vila Mariana está desaparecendo.. é muita coisa sendo demolida!
    O site poderia abrir uma página do bairro, e tantos outros, para catalogar o que já se foi e o que ainda resiste

  2. Que pena… era perto da minha casa. Eu também sempre olhava para essa casa e pensava no passado do bairro.

  3. Esta cidade de São Paulo, daqui poucos anos não vai ter mais nada o que contar. Vai ser uma cidade sem memória, e se quiserem ver algum casarão antigo será apenas nas fotografias.
    A cidade será igual um paliteiro.
    Será prédios de muitos andares, e se alguém quiser um solzinho, nem nas ruas irão ter.

    1. Ana – Vou tentar dar uma de sabido e acredito que essa peça no meio do jardim parece ser um poste antigo de luz (poste para jardim ???), mas em uma escala menor. Note que nas laterais exitem dois tipos de bojo , um de cada lado e acima deve faltar uma parte desta peça que deve ter oxidado e caiu. Em minha cidade existiam postes antigos, fundidos, da década de 20/30, semelhantes a este que citei. Ainda existe um preservado. Eram belíssimos e enfeitavam as praças de outros tempos.

      Referente a casa que pegou fogo …oh mistério … concordo com a maioria, foi criminoso e forçado para acelerar a demolição do imóvel. Essa canalhice praticada por empreiteiras virou uma praga crescente em várias cidades do Brasil … uma pena.

  4. Só estão preocupados em derrubar todas as casas para construirem prédios. A ganância fala mais alto e a vila tá se transformando numa verdadeira floresta de pedra. A especulação imobiliária por parte das grandes construtoras de olho nos imóveis para serem destruídos, dando lugar aos enormes edifícios e excluindo a vista panorâmica do bairro. Mas nada será feito para interromper, pois a ganância e a corrupção falam mais alto. Deveria haver uma lei para preservação e tombamento do bairro, mas…….

  5. Mais um que se vai. E na Av.Leoncio de Magalhães, no Jd.São Paulo, região de Santana, algumas casas antigas tb. estão ameaçadas. Inclusive, uma grande que havia na esquina da Rua Mirante, foi demolida e já há obras de um prédio ali

  6. Acho que não existe outro bairro em São Paulo sofrendo tamanha transformação por conta da especulação imobiliária do que a Vila Mariana. Às vezes olho as fotos que tirei quanto estudava/morava lá há cerca de cinco anos, e vejo quantas casas/comércios deixaram de existir para dar lugar a condomínios residenciais.

  7. Passo todo dia na frente desse casarão. Fiquei muito triste quando vi a placa da demolidora, mas não sabia que tinha sido por incêndio. Só consegui tirar foto do terreno vazio… Fico feliz de terem fotos da casa antes do incêndio.

  8. Acho que foi proposital o incêndio. Pra “facilitar” a demolição. No sul as pessoas ainda tem esse infeliz hábito de incendiar casas e terrenos pra ajudar a “limpar” pra economizar $$ da caçamba. Acho um absurdo, poluem o ar alheio e colocam perigo ao em torno. A possibilidade de incendio proposital não pode ser de todo descartada.

  9. Meu Deus, que judiaçao. Que casa maravilhosa, como antigamente no Brasil faziam.se verdadeiras obras de arte a ceu aberto. Pena que a maioria nem ligue, se cair caiu. Choro de tristeza cada vez que vejo essas casas desaparecendo. Sera que vai sobrar alguma?

  10. Apesar a publicação já ser um pouco atinga, estou escrevendo por ter frequentado a edícula dessa residência.
    Durante minha infância, nos anos 80, uma senhora costureira chamada Iracema alugava a edícula.
    Ela fazia as roupas para as crianças, em ocasiões especiais, da escola que existia em frente, chamada Cebolinha na área de educacional infantil, e Externato Paraíso a partir do primário.
    Na residência principal, moravam senhoras idosas, não sei dizer seu grau de parentesco.
    Por serem muito bravas, não arriscávamos nos aproximar.
    Imagino que ficou em algum inventário de família e deram um jeito de ser livrar do imóvel.

    Ps.: enquanto escrevo esse comentário, está sendo demolido mais um casarão desse tipo, dessa vez na Rua Eça de Queiroz, alt. do número 300.

  11. Fiquei super triste amava esta casa,maravilhosa!!! Uma vez perguntamos na casa ao lado e disseram que sempre vinha um senhor de idade para cuidar do imovel e havia também uma senhora que morava nos fundos ,disseram que era da família mofareji,uma grande perda,gostaria de um dia morar numa destas casas antigas essa era muito especial ,sempre que passávamos eu e meu marido ficávamos encantados.

  12. Eu morei na Cubatão durante muitos anos(30 anos) no quarteirão abaixo desta mansão e me lembro da escola Cebolinha.Essa casa era da mãe da esposa do Mofarrej, ou seja a sogra de um dos Mofarrej.

  13. A sra. que foi vista deve ser a Iracema, que morava na edícula. O casarão ficou com um dos filhos que permaneceu na casa após o falecimento de sua mãe. A Iracema era costureira e se dividia entre ajudar nos serviços do casarão e na sua moradia. Até onde sei, o herdeiro da casa permaneceu muitos anos morando no local. A família tinha posses e nome, o proprietário tinha carros importados. Lindíssima casa !

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