Condomínio Ricardo Marques

Existe no centro de São Paulo um grande de número de edifícios abandonados. São construções dos mais variados tamanhos que poderiam ser destinados a moradia, seja ela popular ou mesmo de classe média.

Enquanto boa parte destes imóveis permanecem fechados, alguns começam a ganhar nova vida, como este aqui na Vila Buarque.

clique na foto para ampliar

O Condomínio Ricardo Marques está localizado no número 20 da Rua Amaral Gurgel, bem na esquina com a Rua Jaguaribe.

Construído em 1940, foi uma das primeiros prédios de apartamentos desta rua, ainda que em um tamanho bem pequeno, se comparado aos demais desta mesma via.

Este foi um dos imóveis que entrou em decadência após a construção do Elevado Costa e Silva, popular Minhocão. Depois de anos de abandono e esquecimento ele se encontrava em tristes condições.

O imóvel ficou por anos neste estado terrível .

Até a reforma ocorrer apenas uma loja especializada em móveis antigos funcionava no térreo, todas as demais dependências estavam fechadas e em péssima situação. Até que no primeiro semestre de 2013 foi possível observar que o velho prédio estava prestes a ganhar um belo trabalho de retrofit.

Novos ares que chegam ao velho prédio.

A recuperação do pequeno prédio em art déco foi feita pela empresa Centro Vivo, que especializou-se em dar nova vida a imóveis deteriorados, desocupados ou até mesmo abandonados.

Eles já fizeram grandes transformações pelo centro da capital paulista em edifícios antigos da Avenida São João, Duque de Caxias entre outros.

O objetivo da Centro Vivo, de acordo com seu site oficial, é fazer de São Paulo um lugar melhor para viver, proporcionando segurança onde realizam transformações em prédios abandonados, e foi esta filosofia positiva para a cidade que sentimos quando conversamos com um dos sócios da empresa, Henrique Staszewski.

O sucesso foi tão grande que todas as unidades do Condomínio Ricardo Marques (3 por andar, de 1 e 2 dormitórios), foram vendidas rapidamente.

Os efeitos da recuperação do imóvel podem ser sentidos não só ao observar o imóvel, mas também no seu entorno.

Neste primeiro quarteirão da Amaral Gurgel, estão localizadas as construções mais antigas e importantes da rua, ambas centenárias e vizinhas do Condomínio Ricardo Marques.

Juntas elas foram uma visão muito mais harmoniosa desta rua que perdeu um tanto de seu brilho com a construção da via elevada.

São iniciativas como esta que mostram que é possível viver no centro e preservar as construções antigas que estão desocupadas na região.

Vizinhos do prédio recuperado são do início do século 20

São vários os exemplos bem recuperados pela Centro Vivo que podem ser conferidos em uma caminhada pela área central da cidade.

O São Paulo Antiga deixa aqui um parabéns para a empresa Centro Vivo e terminamos este artigo com uma sugestão a empresa (ou a qualquer outro interessado): Seria adorável ver recuperado este belo edifício da Rua Xavier de Toledo de volta a vida.

Confira mais fotos deste prédio (clique na miniatura para ampliar):

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12 respostas

    1. Quando eu ia para o colegio no Largo Francisco, o onibus parava em um daqueles pontos e na decada de 60 achava-os muito centralizados e praticos, enquanto, eu morava no Alto da Laqpa e demorava uma eternidade para chegar ao Patricarca.

  1. Que bom que estão começando a valorizar a arquitetura antiga. A estrutura dos prédios antigos são mais resistentes, o pé direito maior eos cômodos são mais amplos. Muito bons.

  2. Bom saber que depois de tantos anos de abandono, o centro volta a ser ocupado. Triste é constatar o descaso das autoridades com essa questão quando a maioria das cidades do mundo cuidam e preservam seus centros – aliás, sempre históricos e vivos!

    1. E o que dizer sobre a consequência de tanto esplendor desnecessário, a gentrificação?

  3. Moro proximo a este prédio. Poucas pessoas devem se lembrar mas as lojas do térreo já abrigaram uma unidade da Biroska de Lílian Gonçalves na decada de 80… posso afirmar que o seu estado antes da reforma (que ficou maravilhosa por sinal) era deploravel. Parabéns pela iniciativa.z

  4. Como cenário ou recordação histórica, que beleza! Para morar, acredito que seja ótimo para cego e surdo. Valeria um tantinho, quem sabe, caso o poder público passasse à obrigação de manter a estrutura do Minhocão de forma adequada, ainda que seja impossível minimizar o impacto da rodovia elevada. Mimos como esse é como trazer florzinha do supermercado para o interior do apartamento achando que está fazendo algo em prol do “meio ambiente”.

  5. O Centro Vivo faz um ótimo trabalho, quem está em busca de um imóvel pelo centro vale a pena acompanhar os projeots no site. Em relação a este condomínio os apartamentos estavam com um valor muito alto, em torno de 300.000,00. Um prédio muito charmoso porém a localização, pensando no sentido da poluição e o ruído, não é muito interessante.

  6. O casarão da esquinas entre a Rua Barão de Piracicaba com Rua Ribeiro da Silva conhecido cm a casa da Princesa Isabel foi tombado pelo Condephaat mas está em ruínas, o proprietário pediu a sua demolição mas foi indeferido pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo)”. Gostaria de saber o q poderíamos fazer para a preservação de tal imóvel bem cm a sua recuperação pois faz parte da nossa história

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