Garage Minerva

Os cuidados com o carro sempre acompanham seus donos desde que os primeiros veículos surgiram. No princípio eles custavam muito caro – muito mesmo – e não foram adotados em massa pela população. Basta ver que carroças conviveram com os automóveis em São Paulo ainda nas duas primeiras décadas do século 20.

Se hoje temos toda uma facilidade para se locomover antigamente não era tão fácil e os carros eram cuidados muito de perto por seus proprietários. Afinal, se hoje muitos trocam seus carros a cada 2 ou 3 anos ou quando se expira a garantia de fábrica, no passado não muito distante era muito comum as pessoas manterem seus veículos por longos anos e décadas.

Especialmente num período pré indústria nacional os carros eram importados ou no máximo montados aqui pelo padrão CKD e nem todas as marcas possuíam autorizadas para fazer manutenções ou revisões o que levava os donos de veículos a procurarem as oficinas multimarcas que antigamente eram chamadas de “garagem”. E é de uma delas que vamos falar hoje: a Garage Minerva.

Fundada na década de 1960 a Garage Minerva foi um relevante estabelecimento comercial da zona oeste paulistana dedicada a cuidar dos automóveis. Por lá podia se fazer de tudo com o seu automóvel, desde o simples abastecimento (gasolina Atlantic) ou troca de óleo, a serviços mais específicos como revisão, serviços de borracharia, mecânica e até mesmo funilaria.

Pertencente à dupla Paschoal Tedesco e Luiz de Piñedo Quinto a garagem fazia o que hoje as concessionárias e oficinas padrão “premium” fazem. Na época atendiam uma vasta gama de marcas e eram especializados na linha Volkswagen, DKW, Simca e Willys.

Na foto os proprietários da Garage Minerva

De acordo com reportagem publicada à época na revista “O Automóvel em Foco” o estabelecimento era referência na região tanto pelo atendimento primoroso quando pela simpatia e educação de seus proprietários. A excelência de um serviço, seja ele qual for, é fundamental para o sucesso de um estabelecimento comercial.

A Garage Minerva ocupada um grande espaço próprio localizado no número 1353 da Rua Turiassú, sendo que anteriormente a empresa estava em um espaço menor no número 837 da mesma rua. As duas imagens abaixo mostram um pouco o local, respectivamente na entrada e no elevador de manutenção.

O estabelecimento permaneceu em funcionamento até o início da década de 1980.

O QUE EXISTE LÁ HOJE ?

Depois do fechamento da Garage Minerva o espaço permaneceu sendo ocupado pelos mais variados usos até o ano de 2011. No ano seguinte o imóvel foi demolido para a construção de um edifício, e na galeria abaixo mostramos uma breve evolução do local respectivamente em 2011, 2012 e 2022.

Bibliografia:

O Automóvel em Foco – Abril 1968 – pp 5

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4 respostas

  1. comentários de um antigo fornecedor Snap-on-Tools nos USA ( fins dos anos 90 ) que visitou muita garagem, e correu atrás de muito devedor…..

    O elevador de carros ( Lift ou Grua ) não se usa mais neste formato.  Requer muita pressão de óleo para se manter em pé, e dificulta o acesso a carroceria do carro.  Resultado, manutenção de juntas de vedação do sistema de elevação, definitivamente o tornaram caro para manter.  Postos de Combustível os tinham, pois o serviço nestes locais privilegiava a rapidez na conclusão da tarefa ( em geral troca de óleo, freios, amortecedores ).

    A maioria dos mecânicos se enfiava debaixo do carro com um carrinho de rolimã  ( creeper ) para executar os serviços. 

    Colocar o carro no elevador era um pretexto para ver o que mais tinha para trocar.  Proprietários de operadores inteligentes sacaram que além de proteger a coluna, o elevador trazia dinheiro a mais para a oficina. 

    Hoje em dia um elevador de duas colunas ( two post lift ), e bem em conta, e não o ter, significa que o teu mecânico, ou dono de garagem, é muito descapitalizado, se o mesmo não pode por o dinheiro para investir neste equipamento ( na década de 90 o equivalente a R$ 10.000 dava para instalar um, se a garagem tivesse pé direito suficiente.

    Antigamente, como substituto ao equipamento, abria-se uma vala na baía de serviços, onde o mecânico poderia ver e trabalhar na carroceria, em posição ereta.  O problema desta construção é que favorece o acúmulo de óleo e detrito no solo, uma dor de cabeça para limpar.

  2. Eu acho que sou um ponto fora da curva, em se tratando de “troca-troca” de automóvel…
    Em 1996, adquiri o meu primeiro carrinho. No ano seguinte, já tinha outro, mas em decorrência de um furto…E desde 2005(!!!!!), tenho o meu (BONZÃO) Fiat Uno, ano 2001/2002!!!

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