A decadência do ensino público de São Paulo… em 1945

A população de São Paulo ficou sabendo recentemente, através da Secretaria Estadual da Educação, de uma drástica e polêmica mudança nas escolas de nosso Estado, que irá fechar escolas e realocar alunos, com a alegação de uma futura melhora no ensino público estadual.

Longe de ser uma unanimidade, a medida conseguiu desagradar pais, professores e alunos. Esses últimos, por sua vez, serão os mais prejudicados, uma vez que em muitos dos casos estudarão longe de suas casas e perderão vínculos de amizade.

A tal “melhora do ensino público” parece uma meta inalcançável nas escolas de São Paulo. Prédios mal cuidados, com problemas técnicos, carteiras ruins, falta de estrutura. Tudo isso é um grande problema, mas que não é de hoje.

Grupo Escolar Barão Homem de Mello em 1945 (clique para ampliar)
Grupo Escolar Barão Homem de Mello em 1945 (clique para ampliar).

Tivemos acesso exclusivo, ao até hoje desconhecido, dossiê feito a pedido do então diretor geral do Departamento de Educação (hoje Secretaria da Educação) para um levantamento dos então grupos escolares da capital e de algumas cidades próximas.

O documento traz dados alarmantes sobre a situação das prédios escolares e das condições de ensino de milhares de alunos em 68 unidades onde de todas elas, apenas 10 foram consideradas boas. O dossiê revisto atualmente, 70 anos depois de ser elaborado, confirma que o ensino público ainda é um dos maiores entraves para o progresso de São Paulo e do Brasil.

De toda os 68 grupos escolares mencionados no documento, escolhemos 20 deles para mostrar a vocês. Muitas destas escolas existem até hoje, estando em prédios novos ou mudadas para outros bairros.

Vamos a elas!

GRUPO ESCOLAR ALFREDO BRESSER (Pinheiros)

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Existente até hoje e no mesmo endereço (a diferença é que atualmente a entrada se dá pela rua Sumidouro) a escola foi criticada no relatório por ser modesta demais para os padrões da cidade, mais parecendo do interior distante. Observando a foto encontramos de foto um prédio precário, decadente e com poucas condições de abrigar uma instituição de ensino.

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GRUPO ESCOLAR ALMIRANTE BARROSO (Jabaquara)

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Acha lotada uma escola estadual hoje com 40-45 alunos em uma sala de aula ? Imagine então como deveria ser complicado acomodar 1500 alunos em dois turnos em uma imóvel residencial adaptado para receber uma escola.

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A ironia do autor do relatório deixa bem clara sua insatisfação com o que encontro ali. Esta escola também existe até hoje e está localizada na avenida Jabaquara.

GRUPO ESCOLAR JOÃO THEODORO (Vila Matilde)

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Hoje um bairro populoso e com muitas escolas, entre ela o tradicional Colégio São José já abordado aqui no São Paulo Antiga, o bairro de Vila Matilde já foi uma paragem distante, com seus alunos sofrendo para ter acesso ao conhecimento. O primeiro prédio desta escola era tão ruim que levou o relator a ser dramático no documento.

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GRUPO ESCOLAR MISS BROWNE (Pompéia)

Relacionada entre as escolas que irão ser fechadas pelo governo paulista, a Miss Browne é uma das mais antigas da zona oeste de São Paulo, estando atualmente em seu segundo endereço. Era assim que ela se apresentava em 1945:

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Localizada atualmente na rua Padre Chico, 70 anos atrás ela estava neste imóvel acima no número 249 da avenida Pompéia. O texto do relator mostrado abaixo deixa claro que o lugar além de decadente era completamente insalubre a alunos e professores.

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GRUPO ESCOLAR GABRIEL ORTIZ (Belém e depois Vila Granada)

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Há décadas conhecida como uma excelente referência de ensino na zona leste de São Paulo, especificamente para estudantes dos bairros de Vila Granada e Vila Esperança, o Gabriel Ortiz já foi uma escola um tanto quanto distante dali, no Belém, em plena avenida Celso Garcia.

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Nesta escola o relator critica o fato do prédio ser incompatível para ser usado como escola, uma vez que é o andar superior de um ponto comercial, inicialmente usado como residência do dono do estabelecimento e agora aproveitado como escola. Salas pequenas e claustrofóbicas que deveriam ter até 15 pessoas, mas que acomodavam de 40 a 43 alunos.

GRUPO ESCOLAR JOSÉ CARLOS DIAS (Casa Verde)

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Escola que existe até hoje no bairro da Casa Verde teve um início bem difícil, sendo instalada como muitas das demais em antigas residências convertidas para receber unidades de ensino. O relatório mostra que roubos a escolas já ocorriam em 1945, só mudando o artigo que foi levado.

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GRUPO ESCOLAR DUQUE DE CAXIAS

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Não conseguimos dados para confirmar se esta escola era na capital ou na grande São Paulo, devido a grande quantidade de escolas com este nome. Porém, tratava-se de um prédio bem conservado onde aparentemente o grande problema era o mau cheiro.

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GRUPO ESCOLAR JÚLIO PESTANA (Jaçanã)

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Localizada até hoje no mesmo endereço na avenida Guapira, bairro do Jaçanã, o então grupo escolar parecia ser pequeno demais e inadequado para servir como escola. Como o prédio foi realmente erguido para este propósito, é possível que a urbanização da região, em boa parte auxiliada pelo Tramway da Cantareira, tenha deixado-a pequena em pouco tempo.

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GRUPO ESCOLAR ARISTIDES DE CASTRO (Mooca)

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GRUPO ESCOLAR VISCONDE DE TAUNAY (Bairro do Limão)

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GRUPO ESCOLAR BENEDITO TOLOSA (Casa Verde)

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13

GRUPO ESCOLAR PEDRO ALEXANDRINO (Vila Mazzei)

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31

GRUPO ESCOLAR TOLEDO BARBOSA (Vila Guilherme)

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40

GRUPO ESCOLAR PEDRO ARBUES (Vila Nova Manchester)

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16

GRUPO ESCOLAR CÉSAR MARTINEZ (Moema)

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15

GRUPO ESCOLAR REPÚBLICA DO PARAGUAY (Vila Prudente)

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37

GRUPO ESCOLAR JOSÉ BONIFÁCIO

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22

GRUPO ESCOLAR HUMBERTO DE CAMPOS

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GRUPO ESCOLAR PEDRO VOSS (Mirandópolis) 

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32

GRUPO ESCOLAR NOSSA SENHORA APARECIDA (Vila Carioca)

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48 respostas

  1. Fui para escola alguns anos após 1945! Tinha 5 anos e a escola era considerada boa! E aprendi muito na época! Mas agora esta ruim de mais e os professores super prejudicados! Naquela época os professores eram super valorizados! Enchiam a boca para dizer sou professor! Sou marido de
    Professora! Agora elas apanham de alunos! Que do! Professor merece isso! Conheço alguns que são amados por seus alunos! Ainda nao estamos totalmente perdidos! Graças a Deus!

  2. Impressão minha, mas o lead é cheio de rancores contra o governo tucano? Acho que o sangue petista do jornalista falou mais alto. Só acho….

      1. O cara faz uma matéria fantástica e ainda tem que ler um comentário tosco desses… tsc tsc tsc…

        Parabéns por mais está matéria fantástica Douglas! Abraços,

      2. Deve ter achado errado mesmo, pois comentar sobre uma situação real não é ter o sangue da cor de um partido, isto é, ser direita ou esquerda, é sensibilizar-se com a história que fundamenta, e muito, o presente.

      3. Douglas, conheço-o pessoalmente e admiro o seu trabalho, que é totalmente apartidário. Não dê bolas para comentários inúteis.

      4. Há algum tempo, postei comentário em outra matéria, em que afirmava que o ódio e o analfabetismo políticos tinham chegado com tudo ao São Paulo Antiga, e alguns me criticaram pela colocação. Taí mais uma prova disso, essa imbecilidade que esse boçal perpetrou. Você fez o certo: respondeu à altura de um sujeito que limita todas as discussões sobre a sociedade e a coisa pública ao patético fla X flu entre pt x psdb. Douglas, o arquivo no dropbox contém oito páginas e nada de fotos, nem dos textos que você reproduziu na matéria. Não há algum erro? Estou muito interessado nesse material, pois, como já informei antes, sou professor de português e fui professor da rede estadual por dez anos. Abraço, continue com o ótimo trabalho.

    1. Entrei neste blog por curiosidade e s em qualquer posicionamento em defesa do jornalista, não o conheço, achei muito interessante este trabalho para o “São Paulo Antiga” – porquê São Paulo atual, no critério Educação não é uma questão de memória fotográfica, é um caso de ‘descaso do Estado’.
      Ressalto que não sou petista, ao contrário, por não sê-la e na absoluta falta de opção contribui com o reinado tucano por tanto tempo e vejo com tristeza e culpa pelo banimento da Educação no estado.

    2. “Só acho…” e nada encontrou. Que comentário inútil diante de uma interessante pesquisa que constata a forma com que o ensino SEMPRE foi tratado no Brasil. #MenosImbecilidade por favor! Parabéns, Douglas!

    3. Rafael, você sim é o verdadeiro coxinha, que só leu as palavras “fechar escolas” no começo do texto e já acha que o mesmo se trata de petista bradando contra tucano. Já deu essa história de achar que quem critica um é porque está do lado do outro, tanto para “coxinhas” quanto para “mortadelas”.

    4. Acho que a culpa da má situação das escolas em 1945 é toda do Alckmin. Não interessa me interessa que ele nasceu em 1952.
      E o Douglas já era petista em 1945 mesmo não tendo nascido, e mesmo o PT tendo sito fundado em 1980.
      Só acho…

  3. Gosto muito da prosa e da honestidade do responsável pela fiscalização das escolas. Não tem o nome dele?
    Fala-se tão bem da educação do passado que ficamos com a sensação de era realmente uma maravilha. Pode ter ser sido do ponto de vista da disciplina, mas a infra-estrutura…
    É por isso que considero nostalgia um sentimento traiçoeiro.

    1. Escola pública e de qualidade àquela época era voltada exclusivamente para a classe média, para os mais desfavorecidos a educação sempre foi precária como bem demonstra esta matéria.

  4. Douglas, mais uma vez parabéns pela matéria!! Muito bom ter acesso a um documento tão antigo!! As fotos são lindas!

  5. Douglas, qual a data desse dossiê?
    Acho que tenho informações sobre o tal Grupo Escolar Duque de Caxias.

  6. Todos os governos que aí estão, querem o fracasso e a derrota do ensino público.
    Eles não tem o menor interesse que nossas crianças estudem e tenham um ensino de qualidade como em países de primeiro mundo.
    Ninguém tem interesse em melhorar a nossa cultura, educação, ensino, e civismo.
    Também há desinteresse em melhorar os hospitais, postos de saúde e tudo aquilo para que nossas crianças cresçam saudáveis e adultos tenham boa qualidade de vida!
    Isso não dá voto!!!
    Essa turma pensa somente neles e em época de eleições sabem vir pedir nossos votos prometendo mil coisas que nunca serão cumpridas.
    Na década de 70 meus filhos estudavam em escolas do Estado. O ensino era maravilhoso! Todos fizeram faculdade, e, vários colegas de meus filhos que estudaram na mesma escola hoje são formados.
    Não é ficar o dia todo dentro de uma escola que irá resolver o problema do ensino.

  7. Eu estudei no Grupo Escolar São José, aqui no bairro do Ipiranga.
    Nesse tempo eram 3 horas de aula.
    Haviam 3 períodos de aula: Das 8 às 11hs. das 11 às 14hs. e das 14 às 17hs.
    As professoras eram enérgicas, e os alunos não se atreviam responder e desacatar nenhuma delas, a diretora principalmente era respeitadíssima. Não era de mostrar os dentes para ninguém!
    Depois que começaram chamar as educadoras de tia, pegaram muita confiança e taí, deu nisso! Aluno não respeita e ameaça professor.

    1. ERNANI: Assino embaixo em tudo o que você disse em seu comentário anterior a esse, porém, vou contar uma história…
      Eu sempre estudei em escola do governo, seja ela municipal ou estadual, mas na época em que fiz ensino fundamental numa escola municipal no início da década de 80, a educação lá era rígida, pois mesmo nós sendo crianças, as professoras não “alisavam” não, pois me lembro de uma professora até hoje porque não sei se não fiz a lição como deveria e ela me deu uma cadernada na cabeça (lógico que a mesma não foi para machucar, mas sim só para “ficar esperto”) aliás, quanto a chamar professora de “tia”, eu só o fiz até a 2ª ou 3ª série, pois a partir dai eu tive outra professora que cada vez que o aluno chamava ela de “tia” ela respondia “tia não, PROFESSORA!!!” e assim ela fez todos os alunos pararem com esse hábito, sem contar que na época quando o aluno saia fora da linha elas tinham autoridade para dar uns bons beliscões no mesmo e pensa que os pais iam reclamar do professor por fazer isso???, na época os pais andavam junto com os professores e se o professor falasse que beliscou o aluno por tal motivo o aluno ainda tomava “comida de toco” dos pais em casa, vai hoje uma professora ou uma escola adotar essa metodologia… vai vir os pais dos alunos em cima do professor para dar umas porradas no professor além de vir conselho tutelar, direitos humanos e o diabo falar que não pode encostar a mão no aluno, ou seja, hoje com a tal “pogressão continuada” e com essa época em que professor não pode punir aluno, o professor está totalmente desamparado para lecionar em sala de aula, vide aquele vídeo em que uma criança destrói a secretária de uma escola e os funcionários ficam só olhando e dizendo que não podem encostar a mão no tal do aluno… AH… e hoje também o professor não pode fazer o aluno repetir o ano (a tal “pogressão continuada que falei antes) pois isso vai “traumatizar” o mesmo…

  8. Magnífico! Fiz o ginásio no Miss Browne, na Rua Padre Chico, nos anos 1966 e depois fiz o científico no Zuleika (av.Pompéia)

  9. O Grupo Escolar Aristides de Castro era no Itaim Bibi e não na Mooca

  10. Artigo muito bom!

    Adoro o site, mas falta uma revisão de texto. Me ofereço voluntariamente para revisar nas horas vagas.

    Abraços!

  11. O ensino daquela época era ruim, mas aprendia-se muito mais do que hoje em dia. É um completo e total absurdo um aluno chegar ao nono ano sem ao menos saber ler e escrever direito, culpa da progressão continuada que só faz produzir analfabetos funcionais em série. No meu tempo, aluno que não sabia era reprovado, e era melhor assim, fora o fato de os pais de hoje terem aberto mão da sua autoridade e deixarem seus filhos fazerem o que bem entendem. Crianças e jovens precisam de limites porque isto lhes será cobrado quando ingressarem no mundo dos adultos.

    1. É realmente os tempos mudaram. Principalmente pelo fato que 80% da população estava fora do sistema de ensino. A maioria dos alunos de hoje, em 1945 nem pensava em frequentar uma escola. No máximo faziam o primeiro ano para aprender a ler e escrever e só.

  12. Pode ter certeza que o mais reles aluno daquela época era PHd perto do de um de hoje em dia.

  13. Estudei no Toledo Barbosa na década de 70 e início dos anos 80. Apesar de triste, achei curiosas as fotos dele em 1945. Quando estudei a escola já possuía um bom prédio e passou por algumas reformas dos anos 70 para cá, e atualmente eu considero um bom prédio, bem melhor do que muitas escolas particulares. Quanto ao ensino especificamente dessa escola hoje não sei opinar. Tive excelentes professores na década de 70. Guardo-os com carinho em meu coração.

  14. Precisamos de um dossiê desses hoje em dia. As nossas escolas estaduais estão completamente depredadas e insalubres. Precisamos urgentemente de roformulaçoes nos prédios escolares. Salas ambiente, armários, laboratórios, instalações eletricas, internet que funcione, banheiros dignos, e assim por diante.

  15. Confesso que nao li todo o documento disponivel no Dropbox, mas pelo que vi, não consta o nome da pessoa que escreveu o relatório.
    Douglas, em alguma parte desse documento, aparece o nome da pessoa? Creio que mereça o crédito.

    Obrigado, mais uma vez, pelo material raro que você nos disponibiliza.

  16. Quanto `a polemica do fechamento de escolas estaduais, eu creio que o erro maior do nosso governador ‘e nao dizer claramente a verdade: as escolas estao sub-utilizadas, predios que poderiam comportar 1000 alunos tem 500 matriculados. Esse quadro ‘e natural num pais que tem hoje menos criancas do que tinha uma decada atras. Nosso indice de fecundidade por mulher est’a por volta de 1,7 – e caindo. Em regioes onde nao faltavam escolas, certamente a tendencia ‘e de que agora elas sobrem.
    Racionalizando-se a utilizacao dos predios, sobrarao alguns que poderao ser adaptados para aquilo que est’a faltando realmente: creches, escolas tecnicas, campus universitarios.
    Perdoem a falta de acentos, estou usando um lap-top que nao ‘e meu, e definitivamente nao acho as teclas de acento…rsrsrs.

  17. Que maravilha esses dossiês sobre as escolas! São documentos para serem estudados por pesquisadores. Dois detalhes que achei interessante nos escritos: um, a confusão cometida pelo autor do dossiê sobre a escola PEDRO ALEXANDRINO quando ele faz um adendo dizendo que “a escola leva o nome do grande escritor patrício”. O detalhe é que Alexandrino nunca foi escritor, mas sim um pintor acadêmico paulistano renomado. O outro, sobre a escola que era uma antiga padaria e virou o grupo escolar Pedro Arbues. Ótimo!

  18. O pior é que era assim mesmo, o analfabetismo funcional e o absoluto são um câncer do sistema educacional brasileiro.

  19. Matéria interessante Douglas Parabéns. Estudei na escola Alexandre Von Humboldt na Vila Anastácio subdistrito da Lapa e posso dizer que a escola era comprometida com o ensino, com a boa qualidade de Diretor e equipe, perdendo somente na época para o Anhanguera na Lapa.Bem diferente do ensino de hoje que os alunos são aprovados por estatísticas e não por aprenderem, triste realidade, e acrescento na terceira série ginasial fui retida por um ponto em Ciências. Sou feliz por ser de uma época que se respeitava professores e a escola era uma instituição séria. Infelizmente nosso país é trágico desde de era passada com relação a educação e hoje é um fiasco. Sinto-me triste e desolada porque sei que a boa educação é o progresso de um país e o nosso em que patamar se encontra? deixo a resposta para reflexão.

  20. AH… esqueci de mais uma coisa: A escola República do Paraguai na Vila Prudente existe até hoje, sei porque moro num bairro vizinho a Vila Prudente e vira e mexe passo em frente.

  21. Apenas uma observação: a afirmativa “Prédios mal cuidados, com problemas técnicos, carteiras ruins, falta de estrutura.” revela mais preconceito que conhecimento do estado dos prédios da Rede Estadual de Ensino.

      1. Tudo depende da gestão por parte da administração da escola e do diálogo com a Diretoria de Ensino. O material técnico de orientação à manutenção é farto e disponível na internet, e verba não foi problema, pelo menos até o início deste ano.

        1. Roselene Motta, vc trabalha em alguma escola? Aqui perto de mim os colégio estaduais são bonitos e conservados (moro no Ipiranga), mas não sei dizer por dentro. Só vejo por fora, é claro. Os colégios estaduais inclusive costumam manter a bela arquitetura original, apenas fazendo a manutenção – bem ao contrário dos privados, que fazem modernizações de gosto bem duvidoso.

  22. Prezados amigos. Estou procurando a escola e os documentos da escola que minha avó estudou – Ela tem 96 anos. Disse que estudou na primeira escola mista do bairro do Limão. Alguma dica?

  23. Excelente matéria. Algumas escolas não colocadas na matéria ainda existem também. Só uma correção o Departamento de Educação era parte da então Secretaria de Estado dos Negócios da Educação e Saúde Pública. A pasta da saúde seria anos depois desmembrada em nova Secretaria. Ainda em 1945 a Educação ficava sediada no Pátio do Colégio e nos anos seguintes, com a devolução do terreno e do antigo palácio do Governo aos Jesuítas, sairia para ocupar um prédio na Praça da Sé. Este prédio logo ficaria acanhado, mas nos anos 50 foi erguido o prédio do Arouche para onde a Secretaria se mudou. um dado curioso. O prédio do Arouche foi entregue para a Academia Paulista de Letras que ocuparia os primeiros andares. Os demais ficariam e até hoje estão locados a Educação. A locação é a fonte de recursos da Academia. Quanto ao prédio da Sé seria anos mais tarde sede da coordenadoria que cuidava dos institutos isolados (nome das faculdades estaduais do interior não vinculados a USP e UNICAMP). Quando da criação da UNESP o prédio da Sé ficou ainda com alguns departamentos da Educação, mas logo passaria a ser a sede da Reitoria da UNESP e hoje abriga a livraria da UNESP e o Centro de Memória e Documentação da Universidade.

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