Casa Antiga – Rua Pedro Alegretti

Um dos meus bairros preferidos em São Paulo é a Penha. Além de ser intimamente ligado com a minha vida desde a infância até a adolescência, trata-se de uma região bastante agradável e muito peculiar. O penhense costuma ser bem fiel e apaixonado por seu bairro e a sensação ao andar por ali é que você em uma outra cidade à parte.

Aliás se a Penha nunca foi uma cidade independente, ao menos já pertenceu a outro município. Por um breve período de tempo o bairro foi transferido para Guarulhos. Aliás, você pode conferir essa história aqui.

E se tem uma coisa que gosto de conferir na Penha são as casas antigas. E lá tem uma porção delas, muitas interessantíssimas como esta a seguir:

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Localizada na Rua Pedro Alegretti esquina com Rua Leopoldo Machado, essa residência é uma construção adorável. Nela tem tudo que precisa para uma casa antiga lembrar a uma típica “Casa de Vó”. Repare o muro baixo com um pequena grade sobre ela por todo o seu redor, o portão baixo – resquício de tempos mais calmos de nossa São Paulo – e também o piso de caquinhos na entrada da casa e na varanda, além da linda porta e os azulejos em meia altura na mesma parede.

Casas como esta são símbolos de uma cidade que está cada vez mais difícil de encontrar. Lembranças de tempos mais calmos, de quando ficávamos na rua até tarde, brincando na rua e nossos pais conversando tranquilamente com vizinhos e amigos, sem medo de violência e outros transtornos tão presentes em nosso cotidiano.

Veja mais fotos (clique na miniatura para ampliar):

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4 respostas

  1. A maldita janela de correr de alumínio no quarto da frente com grade na frente. Que assassinato de estetica!   ​ E luz natural não entra no calabouço
     As pessoas não moram, se escondem.  

    Isto me lembra um bairro de classe média negra em Boston, Roxbury, subseção de Fort Hill.  Toda vez que eu ia mostrar a um “branco” o pessoal perguntava se era seguro.  eu não poderia responder sob o risco de estar respondendo a pessoa errada e perder minha licença de corretor.  

    O bairro era formidável e vários casarões vitorianos, em ruas sossegadas, sem lixo no meio fio, davam o ar de um bairro de classe média ( funcionários públicos, professores, funcionários que trabalhavam nos hospitais dos arredores ).  Eu, para nao perder a chance de fazer negocio , usando de subterfúgios, dizia, ….” esta é uma perfeita vizinhança para Mr Huxtable ( para quem assistiu o Cosby Show, dá para pegar ).  E aos poucos, íamos enfiando brancos por la, até porque os aluguéis eram uma barganha em se considerando a qualidade das moradias.  Para os Hippies de Boutique que não conseguiam mais alugar na Jamaica Plain, Roxbury era um achado .

    Havia um detalhe interessante que escapava a maioria incauta.  Todo o mês, havia uma uma reunião da associação do bairro ( restrita a Fort Hill ). Se dava na igreja branca em John Elliot Square ( que a boca pequena corria rumores ali , outrora, congregou George Washington quando via a Boston conspirar contra a Coroa Britânica.).  Portanto, nada ali passavam despercebidos.  Saída do John Elliot Square e subindo a Highland Street havia um prédio  de |dosos ( um prédio residencial vertical,), e quem se aventurasse a roubar ou depredar, as velhinhas chamava os donos e a polícia. 

    Eu mesmo fui vitma da boa deduragem uma vez mostrando uns apartamentos para alugar na Highland Avenue.

    Moral da estoria….

    Em bairros aonde o morador e dono do imovel, e os moradores se organizam, pequenos crimes nao acontecem com frequencia. Eu ouvi relatos que assim era na Mooca.

  2. Linda! Talvez inda exista algo do gênero no miolinho do Alto do Pari.

  3. Passei minha infância nessas ruas e ainda resido nas imediações, sim lá está a casinha de muro baixo assim como outras tantas em ruas adjacentes. Para não perder o pouco charme que restou do bairro elas ainda resistem ao tempo e nos trazem boas recordações….

  4. Bem legal. Mas, como nem tudo é como a gente quer, lamento a janela original ter sido substituída.

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