Travessa Noschese

Uma verdadeira viagem no tempo, retrato da região central de São Paulo que hoje só é possível encontrar nas fotografias de Militão Augusto de Azevedo.

A Travessa Noschese, localizada próxima da Câmara Municipal e da Avenida 23 de Maio, é o último exemplar de uma cidade antiga que ainda sobrevive no centro. Rua estreita e angulosa que não foi preparada para receber automóveis, calçadas estreitíssimas e construções bastante antigas.

A pequena rua é o que sobrou no local da antiga Sociedade Anônima Comércio e Indústria “Souza Noschese”, cuja fábrica se destinava à produção de artigos de ferro esmaltado para uso doméstico.

Parte desta indústria ainda está no local, já bastante desfigurada, funcionando como estacionamento. Já as casas apresentadas nas fotografias eram residências de seus funcionários e, apesar de passado tanto tempo, estão em bom estado de conservação.

Vista da Travessa Noschese, ao fundo o Edifício Brasilar

Nas imagens da galeria abaixo, você poderá observar um pouco mais desta travessa com sua rua estreita, a antiga fábrica do lado esquerdo, e as residências do lado direito, além da presença de art noveau nos portões das casas. Você vai observar um centro da Cidade de São Paulo que praticamente já desapareceu por completo, restando apenas esta rua como uma espécie de museu a céu aberto.

É preciso que está via e suas construções recebam o tombamento histórico o quanto antes por representar um local único, cena de uma cidade que não existe mais.

Veja outras fotos deste local (clique na miniatura para ampliar):

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34 respostas

  1. Olha, tombamento até pode ser a solução, mas eu morei anos perto daquele palacete na Bela Vista que foi o primeiro a ter piscina na cidade e aquilo lá é um cortiço horrendo. eu passava lá na frente todo dia morrendo de medo de ser atacada e assaltada.
    E aquele prédio é tomabado.
    Uma professora minha, antropóloga e que tabalhou no Iphan, me disse uma coisa muito triste: que embora tombado, donos e prefeitura, estão é esperando mesmo que aquilo caia, desabe literalmente, pois assim não terão trabalho de expulsar as pessoas de lá, restaurar e manter.
    Pode isso?? Essa é a cabeça do nosso povo!
    Vontade de fazer uma revolução!

    1. infelizmente quase tudo que é tombado acaba entregue às traças (e aos nóias de crack) por falta de interesse dos proprietários, e de pulso firme do governo (que deveria reprimir os nóias)… a propósito: eu ja vi alguns imóveis antigos tombados serem reformados com financiamento do bndes em algumas cidades, no caso acaba sendo uma alternativa para estimular a preservação…

    2. Adorei o seu comentário, pois nos mostra o quanto nós temos que agir em situações como estas… Precisamos de mudanças nestes pensamentos tão mesquinhos, que só maquinam o dinheiro…

    3. A ocupação de espaços antigos, tombados é complicada e requer uma cultura que nós ainda não desenvolvemos. Do jeito que é hoje, nem interessa para proprietários e prefeitura tombar um imóvel. O ideal seria que fizéssemos peregrinação por esses lugares fazendo eventos culturais. Eu tenho interesse de fazer ensaios fotográficos temáticos nesses lugares. Essa é minha forma de tentar contribuir para atribuir valor para esses locais.

  2. Pois façamos uma revolução! Façamos um abaixo-assinado pró-tombamento da via Noschese! E quem sabe de outros imóveis…

  3. Essa travessa Noschese é mesmo um tesouro! Na esquina com a r. Santo Amaro tem um prédio antigo lindo, e um pouco abaixo, uma estação transformadora de energia que está nas fotos de SP dos anos 30. Todo esse conjunto, ali ao lado da Câmara Municipal, tinha que ser restaurado, pela dignidade da memoria arquitetônica paulistana, já tão detonada. E… Sana, acho que você se refere à Vila Itororó. Pois no Estadão de ontem (5/6) consta que vão sair os 170 moradores, e a vila vai ser restaurada. SERÁ? Abraços.

  4. Não conheço essa rua. Irei lá no domingo. Algumas plantas na porta de uma das casas sugerem que há habitantes ali.
    Concordo com vc Douglas. Merece tombamento.

  5. Tombamento parece sempre uma ótima idéia para que a memória de São Paulo não desapareça completamente, mas todos sabemos que tombamento não tem nenhuma relação com manutenção e restauração do patrimônio histórico. Passeio sempre pelo centro, amo minha cidade, sofro com sua degeneração e tenho certeza que a única coisa capaz de salvar esses imóveis seria uma lei de incentivos fiscais para que ruas como essa se transformassem em centros turísticos com bares, livrarias, galerias e cafés que seriam multados se destruíssem ou descaracterizassem os imóveis e receberiam incentivos fiscais pela manutenção e melhorias que promovessem. Simples assim.

  6. Revolução é a palavra….mas a revolução educacional para a memória da cidade, se a sociedade civil se unir, massss muuuuuita gente aderir ai sim, ouviram nosso clamor pela preservação e restauro dessa São Paulo que naum esta perdida, apenas e tristemente esquecida, nesse momento estou assistindo um filme nacional na cultura, chama-se simão, o caolho, é ma comédia , mas mostra habitos,costumes, cenografia do inicio da decada de 50 (filme rodado em 1953)…sociedade cívil,UNI-Vos, pois só assim seremos ouvidos……abraços a todos que amam esta cidade e sua historia, longa vida à todos……

  7. Passei por esta travessa hoje e corri para o site para ver se já estava aqui! Realmente, essa travessa é um tesouro!
    Marcelo! Como podemos nos unir? Será que este site não pode ser centralizador de uma discussão e de propostas reais em favor do patrimônio arquitetônico de São Paulo? Eu sinceramente duvido muito de abaixo-assinados, gostaria de ter maiores informações sobre o que se pode fazer em favor destas construções. Mas sempre esbarramos na prefeitura, na especulação imobiliária, numa máfia absurda que está por trás de tudo isso.No tombamento não impedindo que a construção caia… e no povo, sedado, sem o hábito de cultuar a sua história (ou melhor, sem ter sido educado para isso).
    O que podemos fazer?????
    Seremos nós as mariposas sem a lâmpida?

    1. ente é claro q tem que restaurar tenho uma bacia aqui com o registro Souza Noschese.E ai teve a fábrica Souza Noschese. Onde está os donos dessas casas? esse lugar lembra quem tem objetos com esse Sobrenome Souza Noschese q com certeza é de minha família.Pede ajuda para o SENAI que tem esse nome. eu não posso ajudar só mesmo com minha opinião.Tenho uma bacia aqui com meu sobrenome Souza e resolvi pesquisar e agora vejo que tem mais história pra ser preservada. Sou Sousa da Água Fria Maracaju MS.Maracaju a terra Da Festa da Linguiça e mês q vem em Maio tem Festa da Linguiça. abraço.

  8. Nossa essa travessa restaurada e cuidada seria um local maravilhoso de se morar! A casinhas embora em mau estado me parecem a principio muito aconchegantes.
    Mas tenho que concordar com a Mariana, se nas escolas em casa não começar a educar as crianças para valorizar e preservar o passado, da qui alguns anos não teremos mais historia alguma para contar… é uma dor profunda que da no coração de pensar isso.

  9. Hoje você passa pela Travessa e é rodeado de marginais, fala sério!
    Passei ali ontem, foi uma experiência horrível, não sei como o Douglas teve a coragem de entrar naquilo e como o carro do Google Street View viajou por aquilo, tá louco!

    1. eu moro perto da travessa Noschese. E ela não é rodeada por marginais. Alguns moradores de rua às vezes se instalam por lá. Talvez os seus trajes e rostos sofridos tenha dado essa falsa impressão para voce. A família Noschese tinha uma grande fábrica no Bras, exatemente na rua Julio Ribeiro, paralela `rua Oriente. Hoje lá existe um grande Shopping com garagem para onibus e um hotel para hospetar os compradores. A familia Noschese era bem rica. Quando se ia pra o Rio de Janeiro, se via placas e mais placas ao longo da estrada com a informação Area Pertencente à Familia Noschese, ou algo parecido. Estudei no Cólégio Bandeirantes com o Pedrinho Noschese e ele tinha primos. Rafael (tem um H no nome, não sei onde rsrs) Noschese foi presidente da FIESP, se me lembro bem, Devem estar bem, pois sempre foram trabalhadores e honrados.

  10. Sugiro-lhes fazer uma matéria sobre túmulos abandonados no Cemitéeio da Consolação. Ficariam perplexos! O túmulo da família Noschese lá está, e é usado como um mini-depósito dos coveiros!
    Pudera! A família talvez nem exista mais! A maioria não se importa com a História de S. Paulo ou do Brasil em casas, por que o faria com sepulcros?
    Triste Brasil! 🙁

  11. Já passei nesta rua várias vezes. Antigamente estava melhor. Tenho um amigo que trabalha na Prefeitura e ele me disse com todas as letras que o Sr. Kassab lucra muito coma especulação imobiliária. Por isso a Prefeitura nunca faz nada. Vamos esperar que isso mude com a nova administração. Tenho aversão ao PT, mas vamos ver o posicionamento da nova gestão. Vamos cobrá-lo com unhas e dentes, pessoal!!!

  12. concordo com a preservação destes prédios,ruas,é a nossa história e brasileiro não tem esta cultura de preservação e história.concordo em um abaixo assinado p\ ser preservada estas ruas.

  13. acho q esses sousas são de minha famiia eu sou a favor da restauração e tenho uma bacia desssa fáfricação.

  14. sou morador do rio de janeiro desconfio que perdi o documento do meu carro no estacionamento de numero 30 da travessa , alguma bendita alma consegue o numero do telefone de lá ? para eu perguntar ?

  15. Realmente essa travessa é um achado no centro de São Paulo, mas como muitas partes do centro, com certeza deve sofrer com a decadência do mesmo.

  16. Acho que a preservação já era, é só olhar no google e ver as fotos da rua, a fabrica já se foi, deve virar um estacionamento, as casas já estão se desfigurando e vejo que logo vão abaixo também… triste, morei em Londres, casas desse tipo ou ruas ( que são mais antigas que o Brasil), estão lá convivendo com o presente.

  17. Morei nesta travessa em 1980. Tenho ótimas lembranças. Também tinha 21 anos. Visitei há poucos anos, só pra recordar. Hoje quase com 60 da uma nostalgia né?

  18. Morei em uma vilinha na região central que fica entre a Rua Cantareira e a Rua São Caetano, bem bonitinha também e a última vez que passei por lá estava bem conservada..

  19. Quando criança morei nessa casa numero 8. A casa azul do lado direito da foto. Acho que de 1987 a 1992. Meus bisavos moraram no casarão no inicio da rua, na curva. Eu tinha 8 anos.

  20. Estou eu aqui na minha casa lavando uma panela de ferro q era da minha avó, já a muito tempo tinha visto o nome q leva no fundo da panela q é Souza Nuschese, aí hoje resolvi pesquisar na internet e vejo essa história dessa empresa, dessas casinhas antigas q ainda resiste ao passado. Acho q SP deveria conservar mais suas histórias. Pude ver q tenho uma relíquia em casa.

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