Sobrado – Rua Florêncio de Abreu, 245

A Rua Florêncio de Abreu é um dos endereços mais antigos da Cidade de São Paulo, e faz juz a isto sendo repleta de sobrados, salões e até casarões antigos, boa parte deles do final do século XIX.

Porém a situação da grande maioria deles é uma penúria de dar dó. O descaso com a memória e o patrimônio histórico paulistano fica muito evidente na Florêncio de Abreu.

A grande maioria dos imóveis antigos, como este da foto, são ocupados somente no andar térreo enquanto o andar superior fica largado à própria sorte. Este sobrado, localizado no número 245 serve de estacionamento no térreo, como ilustra a imagem a seguir.

Enquanto o térreo recebeu pintura recente e está mais preservado, o andar superior teve até seu telhado já arrancado. As portas estreitas laterais, que serviam de acesso ao andar superior, aparentemente tiveram suas escadas removidas o que tornou o antigo andar superior em mera fachada, e inacessível.

Até quando a memória urbana paulistana estará destinada a um nível de descaso tão alto como este ? Será que nossos órgãos de proteção de patrimônio histórico como DPH e CONDEPHAAT tem conhecimento deste abandono ? Caso sim, não acham que está na hora de começar a agir, antes que não reste mais nada ?

O futuro das construções centenárias da Rua Florêncio de Abreu estão cada vez mais nebulosos.

Conheça outro imóvel catalogado nesta mesma rua:

Confira o local através de nosso mapa:

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4 respostas

  1. Podiam pelo menos escorar o andar superior. Depois cai pro lado errado(a rua), mata alguém, danifica carros e aí a Prefeitura sai correndo pra todo lado – e se enche de processos. Falta de fiscalização. E tem de mandar escorar e conservar, não demolir a parte de cima!!!!

  2. Tantos imóveis que poderiam ser melhor aproveitados e que chegam a um fim como este.

  3. Triste. Há um imóvel, vizinho ao local onde antes funcionava a Febem, com arquitetura rica em detalhes (Parecida com a casa da bóia). em mesma situação, com o térreo como estacionamento e a parte de cima lacrada, sem telhado.
    Mais uma vez, parabéns pelo seu trabalho.
    Um forte abraço.

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