Sobrado – Rua Eng Andrade Júnior

Muitas vezes no aqui no São Paulo Antiga aponto com ressalvas o trabalho de reforma em casas antigas, pois muitas delas não levam em consideração o passado da residência deixando-as completamente desfiguradas em relação ao plano de arquitetura original.

Algumas vezes, entretanto, as reformas mesmo sendo bastante profundas acabam por ter um certo cuidado e atenção com o “estilo antigo” e o resultado por sua vez acaba por ser bastante animador. Vejam o exemplo a seguir:

Localizado no número 370 da Rua Engenheiro Andrade Júnior, no bairro do Belém, esse “sobradão” é um belo exemplo de que uma reforma não necessariamente apaga a antiga identidade da residência.

Reformada profundamente há poucas décadas, o sobrado perdeu boa parte das características originais sem no entanto ser desfigurado. Percebam que embora grades, portões e a janela da sala tenham sido modernizadas, outras partes do imóvel foram mantidas, como o frontão, as quatro colunas junto à porta de entrada e também as janelas do quarto no andar de cima, que inclusive possuem colunas salomônicas ao redor.

Ao meu ver apesar da casa ter ficado bastante contemporânea com a fachada feita em tijolos aparentes, o resultado foi bastante interessante e soube aliar o antigo com o novo, dando um ar mais retrô. Um detalhe que notei na casa, junto à numeração, foi a letra “G” que pode ser indício de alguém ligado à maçonaria residindo no imóvel.

E você o que achou da casa reformada ? Deixe seu comentário.

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7 respostas

  1. O trabalho final ficou ótimo. Obviamente esta fachada seria em stucco ou massa corrida em passado recente.

    Porém, o tijolo exposto confere maior durabilidade à fachada, já que o tijolo,quando bem assentado, resiste melhor a ação do tempo.

    A qualidade do conjunto foi preservada, o frontispício na cumeeira permanece com seus detalhes ornamentais no contraste original de relevo. As grades cruzadas em diagonal, conferem melhor segurança quanto a invasões, um bom trabalho de serralheria, não obstante. Digno de aparecer no Architectural Digest.

    O trabalho de recuperação, em considerando os tempos atuais, foi bem pensado e executado.

    As pessoas esquecem, que antigamente, a valorização do status social de um proprietário se dava pela elaboração do acabamento de sua casa, localização, e tamanho do terreno e área construída.

    Nada dessa papagaiada de hoje em dia, em “diferencial isto, diferencial aquilo, lazer completo, bla, bla, bla. Eu ouvi isso outro dia de um proprietário em Pinheiros, com apertamento de aluguel carissimo para alugar, próximo ao Largo da Batata, e me contive em chamá-lo de papagaio de corretor de plantão. Preferir ignorar-lo e deixar que outro publicasse a caixa de fosforo dele.

    Nesta reforma publicada, o proprietário recriou algo único, não massificado, personalizado. Aproveitou o que já tinha, e ressaltou detalhes com a reforma.

    ​Kudos pela iniciativa e bom gasto de seu dinheiro. ​

  2. Nada a ver com a maçonaria, isso é numerologia que serve para segundo esotéricos melhorar a harmonização da casa.

  3. Gostei muito deste artigo, porém infelizmente não podemos dizer o mesmo de uma das casas ou melhor mansão mais linda do bairro do Belenzinho, situado à rua Herval, que foi residência do fundador da Lorenzetti. A construtora comprou o imóvel e demoliu um icone da arquitetura. Fiquei de coração partido.

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