Casa – Rua Bresser 1622

Na famosa Rua Bresser, via que corta os bairros de Pari, Brás e Mooca, ainda é possível encontrar muitas construções antigas interessantes em meio a confusão caótica que é andar por esta via – especialmente nas proximidades da Avenida Celso Garcia – durante a semana.

É lá que está, por exemplo, o charmoso Castelinho da Bresser que já mencionamos aqui anteriormente. E também é o endereço desta antiga residência localizada no número 1622, já nas proximidades da estação do metrô local.

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Trata-se uma casa construída nas primeiras décadas do Século XX em um padrão bastante encontrado na região do Brás e cercanias. Razoavelmente preservada, chama a atenção alguns dos itens da residência como a grande porta de entrada que somada à sua bandeira ultrapassa dois metros de altura.

A casa também possui porões habitáveis bem altos, que com o passar dos anos forma transformados em cômodos independentes, sendo que o porão direito deu lugar a um estabelecimento comercial (o qual lamentamos a cor vermelha destoando do restante da fachada).

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Sobre a porta de entrada há um pequeno vitral circular onde é possível ver o que aparenta ser um brasão da república. Os vidros inclusive (os que restam, é claro) são nas cores verde e amarelo.

Por fim, importante salientar que apesar das modificações no porão e a loja que pintou sua área de cor destoante, o restante da fachada encontra-se em excelente estado de preservação e com todos os detalhes arquitetônicos preservados.

Simplesmente adorável.

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12 respostas

  1. Ah! bendita fiação aérea.! Até quando. Sem dúvida a edificação é digna de nota, mas enfeada pela fiação. Acho que ao menos em todos os bairros centrais deveria ser obrigatória.

  2. O que sempre é lamentável e deixa qualquer cidade mais feia é a fiação aérea. Imaginem como seriam as fotos sem elas.

  3. Falta a “mão” da Prefeitura de SP que deveria ter transformado e conservado o imóvel como atração que remonta à São Paulo antiga.

  4. Sim, é uma típica construção dessa região.
    Agora, quanto ao estabelecimento comercial vermelho mencionado na matéria, é um exemplo dessa coisa gritante nessas casas antigas e outrora esplendorosas: as pessoas, os atuais proprietários/ moradores/ locatários não têm noção do tesouro ao qual estão tomando parte. Parece que para essas pessoas, é pura e simplesmente, “uma casa velha lá, um casarão antigo que não servia para mais nada, caindo aos pedaços…”
    Nessas casas, em especial nesses bairros próximos ao centro, nesses bairros mais tradicionais, cada cômodo é sub-locado para um inquilino diferente. Esse fato, a meu ver, acaba contribuindo para a deterioração do imóvel.

  5. Esse é o tipo de imóvel que esse blog deveria enfatizar, com mais de 90 anos e sem qualquer proteção do patrimônio histórico. Desvalorizado, ao Deus dará. E o período anterior a 1930 tem o melhor do ecletismo, porque de um modo geral o que veio depois da fase final da Art Deco é consideravelmente mais abundante e menos interessante

  6. ôpa. Qualquer porta supera os dois metros. Essa deve superar os 3 metros.

  7. Douglas, no quarto parágrafo você mencionou que o porão esquerdo foi alterado quando na verdade foi o direito, que ficou horrível por sinal…

  8. Realmente adorável!
    Tantos detalhes decorativos elegantemente colocados, que capricho!

  9. Simplesmente adorável. Se eu ganhasse um prêmio grande, uma megasena polpuda, eu queria adquirir e restaurar esses imóveis remanescentes de nossa história… E transformar a coisa numa fundação, tombando-os para que nunca mais se mexesse nessas lindezas do passado. Que tal?

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