Rua Augusta – Anos 60 e 2012

De todas as ruas de São Paulo a Rua Augusta é de longe uma das mais queridas, conhecidas e lembradas pelo paulistano. É difícil conhecer alguém que nunca passou por ela, seja apenas trafegando de ônibus, carro, ou caminhando pelas suas calçadas.

É também uma rua cujo ecletismo não fica somente nos figurinos diferentes de muitos que por ali passeiam. A Rua Augusta tem uma diversidade muito grande de lojas, restaurantes, livrarias, bares, danceterias e até os seus famosos inferninhos da região conhecida como “Baixo Augusta” que vem sendo alvo de especulação imobiliária.

E para mostrar como o tempo atua sobre a nossa tão popular rua paulistana fomos até um trecho da via, quase na esquina da Alameda Lorena, para repetir a foto abaixo, adquirida recentemente e que é de meados dos anos 60:

Clique na foto para ampliar.

Observando esta imagem, é possível notar que o trânsito agitado é algo que já acompanha esta via há várias décadas. Os trilhos de bonde ainda estão presentes e os carros da época e o ônibus elétrico dão um charme todo especial para este trecho da Rua Augusta.

Para estabelecer o comparativo, voltamos até o local onde foi feita a fotografia anterior para termos uma visão atual do local, vejam o que mudou e o que continua igual:

Clique na foto para ampliar.

Observando as duas imagens podemos observar uma série de mudanças. Primeiro os estabelecimentos comerciais já mudaram todos, com lojas completamente diferentes as que estavam por ali nos anos 60. O piso da rua também mudou, com os ecológicos paralelepípedos dando lugar ao asfalto, que é impermeável.

A fiação que era por via aérea (postes) na primeira imagem, desapareceu quase totalmente na segunda, com o aterramento da fiação. O mesmo aterramento da fiação acabou por sacrificar os trólebus, não poluentes,  pelos ônibus movidos a diesel. Com o fim dos bondes os trilhos também foram retirados.

Algumas coisas porém, permanecem iguais nas duas fotografias. Primeiro podemos notar que os prédios do lado direito da rua são os mesmos da época, mostrando uma alteração na paisagem arquitetônica da via.

Outra coisa que chama bastante atenção, é a agência do Banco Itaú, que ja se fazia presente na época da primeira foto e permanece no local até hoje. O imóvel da agência, inclusive, é o mesmo, só passando por alterações no visual da fachada.

E você, o que mais notou de diferente ou igual nestas duas épocas da Rua Augusta ? Deixe seus comentários.

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40 respostas

  1. Preferia que tívessesmos investindo em bondes eletricos de transporte publico como nas cidades européias…
    Árvore a mais tem com certeza! Mas veja o solo totalmente permeabilizado possibilitando enxentes e impedindo os lençóis freáticos de se renovarem.

  2. Trabalho nesse quarterão, entre a lorena e a oscar freire, passo por lá tds os dias e sempre me perguntei como era no passado deveria ser pelo menos mais romantica antes….
    nossa no fim da tarde gosto de ficar olahndo o sol bater no conjunto nacional que de la de baixo se vê…na decada de 60 o sol deveria bater com mais intensidade

    1. Pois é Ana, é interessante mesmo ver essa comparação principalmente nesse trecho, tb trabalho nesse quarteirão, e ficou impressionada principalmente em saber que o Itaú está ali a tantos anos… Muito legal!

  3. Essa é sem dúvida uma das melhores fotos de antes/depois que vc já publicou, o ângulo é exatamente o mesmo. Parabéns!

  4. As janelas do prédio do Conjunto Nacional parecem diferentes. Elas foram alteradas ou é só efeito da foto? A fachada dos anos 60 tá mais bonita 🙂

    1. Me parece que o prédio do Conjunto Nacional ainda está em construção,está sem as janelas ainda e tem andaimes nos andares de baixo do lado direito.

  5. PARABÉNS pelo belo trabalho (acredito que MUITO trabalho)mas prazeiroso, só assim para que tenhamos (pelo menos na mente) lembranças de nossa história e da história das nossas cidades.

  6. Excelente a comparação das fotos! As diferenças são muitas e os comentários, inevitáveis… reparem que o prédio do Banco Itau era muito mais bonito no original do que hoje, de arquitetura reta e sem graça.

  7. Parabens pela sua iniciativa de criar este arquivo da nossa cidade! Uma pena que os diversos governos que a cidade de Sao Paulo ja teve nao respeitaram e continuam nao respeitando o passado da cidade. Sou a favor de um movimento que preservasse essa historia, nao somente em fotos, mas que o poder publico preservasse princpalmente as construcoes, e que essas construcoes pudessem ser visitadas ou fizesse parte de um roteiro turistico. Algumas cidades da Europa tem construcoes muito mais antigas e preservadas e que podem ser visitadas.

  8. Estes troleibus do mesmo modelo da foto estiveram por lá até fins da década 80 e inicio 90. A última linha seguia pela via até a Cidade Universitária USP, fui usuário assíduo nos meus tempos de estudante.

  9. Como e bom a gente lembrar de todos aqueles tempos de nossa vida, subindo a rua Augusta depois do trabalho ate a avenida Paulista para pegar o onibus e ir para escola noturna e quando nao ajudar o meu pai a ir fazer horas extras nas oficinas de calcados, era minha paixao pegar os onibus eletricos, dava uma sensacao magica o que hoje nao se tem e nunca mais teremos, infelismente o progresso nos deixa a sentir de que nem sempre e para o melhor que caminhamos no curso do tao chamado progresso, a coisa boa e de que ainda preservamos nossas memorias que sempre estarao presentes para sempre.

  10. O relógio ainda nao estava no conjunto nacional
    Fui criado na Augusta e a molecada ficava imaginando o que ia ser
    Escrito lá encima.Havia até apostas.
    Afinal foi Willys-Jeep mais o relógio que mostrava também a temperatura.

  11. Excelente Foto!!!!!Trabalhei no Banco da Bahia na Rua Augusta na década de 60/70 e cheguei a andar nestes ônibus elétricos. Sou da época em que um bom trecho da Rua Augusta foi acarpetada no trecho da Al Santos até Rua Oscar Freire. Curti muito a Augusta.Tenho saudades.

  12. Parabéns por seu tranalho. Sou de Caracas e adoro São Paulo! Sempre que vou a São Paulo passeio pela Rua Augusta.

  13. Parabéns! Excelente trabalho. Lembro-me de quando eu era office boy nos anos 80 e andava muito de tróleibus na Rua Augusta e também nas linhas do Tucuruvi e Aclimação. Bons tempos!

  14. A brincadeira da molecada medonha daquela época era puxar os cabos na parte de tras do troleibus da CMTC, eles paravam e o motorista tinha que descer para engatar novamente. rsrsrs Que bom que um dia fui criança rsrs

  15. Na época dos anos 60 não conheci São Paulo, pq não morava aqui. Mas é mt gratificante saber como era o “antes” e verificar o “depois”. Parabéns.

  16. No lado direito da rua o prédio de três andares que na foto de 1960 tinha um telhado, aparece na foto mais recente com um terraço na parte superior. Aproveitamento de espaço.
    Parabéns pela iniciativa de fazer uma coletânea dos lugares interessantes de Sampa.

  17. Achei sensacional a foto por causa do Banco Itaú, que permanece no mesmo lugar mas também muda com o passar das décadas….Muito bom!

  18. São Paulo poderia ter mantido os trilhos dos bondes….hoje seria possível colocar aqueles trens menores e modernos como das cidades européias e com isso a mobilidade seria melhor.

  19. Vc diz que os estabelecimentos comerciais mudaram todos, mas o que mais me chamou a atenção foi o Itaú na esquina, antes e hoje.

  20. Que é o mesmo pedaço entre a al. Lorena e a al. Tietê, onde antes meu pai tinha uma loja desde os anos 60 até 98 e agora não tem mais Augusta Discos, R.Augusta, 2471. Saudade

  21. Sempre quando vejo imagens da Rua Augusta da década de 60 e comparo com hoje, dá a impressão que na década de 60 a Rua Augusta era mais larga.

  22. Boa tarde, estou buscando informações (fotografias, localização e história) de um restaurante que existiu na decada de 1960 chamado “Balkans” localizado na rua Augusta ( hj baixo augusta) próximo ao centro… era um restaurante típico eslavo com culinária da região dos balcans
    Infelizmente não tenho ref numérica do estabelecimento.
    Obrigada
    Paula

  23. “ecológicos paralelepípedos” Interessante sua observacao.

    Se vc pensar bem, o paralelepipedo permite a absorcao de agua pluvial pelo solo, o que o asfalto nao logra. Resultado, menos enchentes, mais lencois freaticos preservados. Isto sem contar que a pedra nao prende o calor de irradiacao em seu substrato, pois e melhor refratraria que o asfalto. Isto sem contar que dura mais contra o desgaste de trafego automotivo.

    Por outro lado….. Haja pedreira hoje em dia para dar conta de tal transformacao. .

    O Trolebus velho dava uma certo charme em passear por Sao Paulo, isto ate a decada de 80. Chavecar as bonitonas burguesonas da USP e depois atravessar da Marginal Pinheiros ate o Centro ,por onibus ,para pegar o Trem da Luz em direcao ao ABC era um passeio e tanto.

  24. Outra coisa… Os novos ricos de Sao Paulo deveriam gostar de rodar em seus Cadillacs. Note a insignia do capo, exclusivo do Cadillac.

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