Poupar, Semear, Prosperar

Quem passava pela rua 7 de Abril, podia observar uma bela estátua de bronze que ficava na entrada do Edifício Banco das Nações. O ficar está no passado porque conforme já reportamos aqui anteriormente, a peça foi furtada por carroceiros no início do mês de março de 2015.

O monumento era particular e pertencia ao próprio Banco das Nações. Da estátua restou apenas a base de granito com o lema que o banco usava: “Poupar, Semear, Prosperar“.

Para quem não lembra ou nunca viu a estátua, era esta aqui:

Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

É pouco provável que a estátua seja recuperada e reconduzida ao prédio de onde foi retirada. Este tipo de ação costuma ter um desfecho muito rápido, sendo levada a ferro-velhos desonestos que compram as peças roubadas e as derretem para revender o bronze, cujo valor no mercado é alto.

Infelizmente ainda não conseguimos descobrir a autoria da estátua, o que ajudaria muito a saber se existe algum molde ou coisa parecida que permita que a obra seja refeita.

A nossa colaboradora Glaucia Garcia de Carvalho teve a felicidade de algum tempo atrás fotografar a estátua minuciosamente. A sequência de fotos a seguir, mostra como a estátua era bem de perto.

Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

O furto de peças de bronze em São Paulo é bastante corriqueiro, diga-se de passagem. Quem visitar alguns dos cemitérios paulistanos, como da Consolação, ira observar inúmeros túmulos sem suas partes de bronze. Uma das vítimas, inclusive, foi o mausoléu do escritor Monteiro Lobato.

Agradecimentos: Glaucia Garcia de Carvalho pelas imagens enviadas.

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14 respostas

  1. Poderia, pelo menos, colocar uma foto do tamanho natural da estátua colada na parede em cima do pedestal. Vão roubar ou vandalizar com certeza, mas fica mais barato repor.

  2. Com certeza o roubo da estatua deve ter sido por esses carroceiros.
    O centro velho da cidade de São Paulo, está cheio deles.
    Infelizmente as leis de nosso país dá todo apoio a esses malandros.
    Outro dia ouvi a declaração de uma estrangeira, que cometeu um crime de trafico de droga.
    Perguntaram a ela se ela queria ser julgada em seu próprio país ou no Brasil…
    Ela então respondeu que queria ser julgado no Brasil, porque as leis e as penalidades aqui são mais suaves!

    1. Nem todo carroceiro é desonesto, Ernani, pessoas boas más estão presentes em todas as classes sociais.

  3. É a colocação em prática, da teoria dos princípios e dos fins: “chega-se aos fins sem levar em conta os princípios”.
    Infelizmente, essa prática se estende por todo o país, começa no topo da pirâmide social e se espraia cada vez com mais amplitude.

  4. Sabe como é: em tempos de crise econômica, o carroceiro viu aquele monte de moedas e dinheiro nas mãos da estátua, e não resistiu…

  5. “Que estátua machista, homofóbica e capitalista… E na base tem escrito ‘Poupar – Semear – Prosperar’, que coisa de burguês, coxinha e opressor… E ainda por cima, pertence a um banco! Vamos dar um sumiço nessa coisa!”, pode ter pensado o responsável pelo furto rs…

  6. Uma pena. Trabalhei no Departamento de Câmbio no Banco das Nações de 1981 até quando foi vendido para o Banco Bamerindus, era um Banco familiar, tinha parentes que trabalhavamos juntos e outras famílias também. É um pedaço de nossa saudade que foi furtada também. Marcos Jacintho Lopes.

  7. No começo dos anos 70, nas vezes em que eu ia com minha mãe à cidade, eu sempre passava em frente a essa estátua. Uma curiosidade: em todas as vezes em que passei por lá, alguém havia colocado um cigarro na boca da estátua. Fiquei triste em saber que foi levada. Que tempos, que tempos…

  8. Policiamento em cima dos receptadores poderia resolver o problema. Se nao ha mercado para estes tipos de metais, acaba-se com a motivacao do roubo.

    Esta delapidacao de patrimonio publico e feita em nome do dinheiro facil. Feche os recicladores de metais pegos com contrabando e a festa acaba.

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