Um dos principais cartões postais da cidade pertencente ao governo federal, passará agora a ser propriedade dos paulistanos: O Palácio dos Correios, no Vale do Anhangabaú, região central de São Paulo.
Projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e inaugurado em 1922, o prédio andava bem esquecido por parte dos Correios (ECT) uma empresa pública que há anos segue mergulhada em dívidas e numa crise que parece não ter mais fim.

O negócio evoluiu de um termo de uso cessão gratuito do espaço, assinado em 2015, sendo que nos últimos meses a prefeitura paulistana já estava atuando no edifício, arcando com seus gastos mensais de manutenção, estimados em R$3,5 milhões e realizando ampla reforma em conjunto com um esmiuçado trabalho de restauração, uma vez que o edifício é tombado como patrimônio histórico. Os gastos entre reforma e restauro estão estimados em R$30 milhões. Já o valor da aquisição foi de R$79 milhões.
A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) tem grandes planos para o Palácio dos Correios, cuja aquisição vem em conjunto com os planos da prefeitura de reocupação e melhorias do centro da cidade. O edifício abrigará centrais de monitoramento do sistema Smart Sampa, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), do CGE (Emergências climáticas), SP Trans e até uma unidade do Descomplica, programa da prefeitura que reúne num só local diversos serviços públicos, federais, municipais e estaduais. A intenção é que este programa da prefeitura funcione 24 horas.
De acordo com o que foi possível apurar sobre este caso, a intenção da prefeitura é entregar as obras prontas no começo do segundo semestre deste ano. O Palácio dos Correios tem 11 mil metros quadrados e manterá uma agência dos correios no local, em área a ser definida.
O hall do edifício, que é grandioso, poderá ser destinado a exposições e atividades culturais, mas não há uma definição concreta sobre isso até o momento.
Fontes: Prefeitura de São Paulo, Folha de S.Paulo, O Combate
CURIOSIDADE – PREFEITURA QUASE COMPROU O PRÉDIO EM 1923

Poucos sabem disso, mas em 1923, apenas um ano depois de sua inauguração, o Prédio dos Correios (a denominação palácio veio mais tarde) quase foi comprado pela prefeitura paulistana. A notícia, que começou como um rumor, causou bastante furor na cidade e na imprensa daquele ano, uma vez que os funcionários ainda estavam migrando aos poucos para lá, saindo do velho prédio do Largo do Tesouro.
No entanto após toda a confusão – que inclusive quase deflagrou uma greve dos funcionários dos Correios – a prefeitura de São Paulo negou a intenção de adquirir o edifício, alegando que na verdade seu desejo era adquirir um imóvel em frente, o Cinema Central, que passou a funcionar como delegacia fiscal de São Paulo.
Assim o assunto rapidamente caiu no esquecimento e, obviamente, não se concretizou. E jamais saberemos se a ideia de aquisição era boato ou realidade. Seja lá qual for a verdade, 103 anos depois o rumor virou fato consumado.
Divirta-se abaixo com os recortes extraídos do jornal “O Combate” sobre o caso (clique na imagem para ampliar).

