Chapelaria El Sombrero

Minha avó costumava dizer que as pessoas de hoje não tem o charme e a elegância de tempos passados, época em que todos vestiam-se com mais esmero, mais garbor (acho que até a palavra não se usa mais) e que hoje as pessoas, apressadas, vestem-se de qualquer jeito. E um dos acessórios mais lembrados quando falamos de elegância é o chapéu. No passado, ele era algo indispensável aos cavalheiros.

Grupo de amigos, entre eles meu avô materno em 1928.
Grupo de amigos, entre eles meu avô materno, em meados de 1928.

O tempo foi passando e o chapéu foi aos poucos sendo colocado de lado. Deixou de ser algo obrigatório e passou a ser encarado como um complemento, algo para usar em algumas ocasiões mais específicas. Nos anos 1980 os bonés de baseball começaram a fazer-se presentes na cabeças dos jovens e se tornaram quase uma unanimidade. Até mesmo a polícia militar deixou de usar quepe, que era mais parecido com o chapéu do que as boinas atuais da PM (desculpe polícia, mas acho um tanto estranho ver policiais usando algo que mais parece um boné esportivo do que um quepe).

Com isso era natural que as lojas de chapéus começassem a rarear por São Paulo. Foram diminuindo até que as chapelarias abertas pudessem ser contadas nos dedos das mãos. Desde o primeiro dia do mês de dezembro um dedo das mãos está sobrando, pois uma das mais tradicionais (e bacanas) chapelarias paulistanas fechou as portas no último dia 30 de novembro: A Chapelaria El Sombrero.

Uma das vitrines da Chapelaria El Sombrero (clique para ampliar).

Não tenho como esconder que fiquei muito triste com o fim daquela que era uma das mais charmosas chapelarias paulistanas. Quem me conhece pessoalmente sabe que sou colecionador de chapéus. Não foram raras as vezes que fui nesta loja comprar algum para mim. A primeira vez, em meados da década de 80, ainda criança, levado pelo meu saudoso avô Raul, um habitual usuário de boinas. Meu outro avô, Antônio (que está no centro da foto inicial deste artigo, na fileira de baixo) também era freguês e até falecer só saia de casa com seu fedora.

Uma vitrine mágica, inesquecível (clique na foto para ampliar).

Descer a Rua do Seminário e ver a Chapelaria El Sombrero fechada causou-me um enorme aperto no coração e lágrimas nos olhos. O aperto sufocante de ver um símbolo paulistano, um herói da resistência, sucumbir aos tempos modernos, e as lágrimas por saber que um pedaço da história viva de São Paulo morreu em 30 de novembro. Sem a El Sombrero, São Paulo perdeu mais um pouco de seu encanto.

Fachada da loja amanheceu fechada em 02/12/2013 (clique para ampliar).

Localizada no piso térreo do Edifício Guajara, na esquina das Ruas do Seminário e Brigadeiro Tobias, a Chapelaria El Sombrero foi inaugurada há 78 anos e foi uma das grandes referências paulistanas em chapéus. Foi aberta em 1935 pelo imigrante polonês Szmul Icek Kirszenwurcel e era atualmente tocada pelo seu filho Abram Kirszenwurcel.

chapelariaelsombreroNa loja além de chapéus dos mais variados estilos, vendia-se também bengalas, suspensórios, gravatas, e camisas. A loja também estava presente na internet através de um site que saiu do ar no início desta semana. Na mesma Rua do Seminário outras lojas continuam funcionando.

Deixo aqui minha reverência a Abram Kirszenwurcel, e especialmente a seu pai Szmul Icek Kirszenwurcel, que chegou ao Brasil em 1929, para fazer história no ramo de chapéus. São Paulo agradece, e os paulistanos os tem em seus corações. Muito obrigado!

Veja mais fotos da Chapelaria El Sombrero (clique na miniatura para ampliar):

Comprava na loja ? Tem alguma história interessante para contar ? Deixe seu comentário!

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49 respostas

  1. Poxa, que triste. 🙁 Morei nesse prédio que tem entrada pelo viaduto Sta Ifigênia (edificio viaduto), grudado ao Guajara. Bons tempos, muitas lembranças, sempre passando ali e vendo os tiozinhos da “loja de chapéu”, era assim que a gente se referia a eles. Duas coisas ali do pedaço que não existem mais e que pra mim marcou, a chapelaria e a padaria Italiana na rua antonio de godói.

  2. Com quase cinquenta anos acabo de me formar em Letras pela USP. Minha formatura – colação de grau e festa/baile – foram em abril último… A camisa social usada por mim foi comprada ali.

  3. Fica a saudade de quem conheceu.As coisas mudam. O clima também mudou e usar chapéu se tornou incômodo.Ficou para outros tempos,como a garoa de São Paulo.Dái sim,pedia um chapéu.

  4. Triste, Douglas. Sempre comprava chapéu para o meu sogro na El Sombrero ou na chapelaria da R do Seminario, 162. Quando havia gincana na escola era quase certo ter que ir até lá para comprar algum chapéu ou boina. Existe a Chapelaria Paulista na Quintino, mas é muito caro. Ficamos órfãos e São Paulo cada vez mais, perde o charme.

  5. Passei inúmeras vezes em sua calçada,vasculhei suas vitrines,mas nada adquiri.Costumo usar boinas nos fins de semana,mas as que eu tenho,comprei no Brás,por ser mais em conta.Sem dúvida,uma grande perda para a cidade,ainda mais por ela ter sido uma loja do Centrão.

  6. Quando residia em SP sempre passava por essa rua para pegar o onibus para Casa Verde (em frente a Chapelaria). Enquanto aguardava o onibus não raras foram as vezes que ficava proseando com aqueles senhores. Sinto um aperto no peito quando cada marco de minha infancia se esvaneia perante o capitalismo.

  7. Já adulto, foi nessa loja que comprei um chapéu que fez minha alegria durante muito tempo – depois de crescer vendo Indiana Jones.

  8. Loja charmosa, nome espanhol, fundado por um polonês de nome complicado: isso é tão São Paulo! Uma pena que tenha fechado, às vezes passo pela Rua do Seminário e paro para ver essas vitrines. A cidade vai assim perdendo um pouco da graça. Mas o nome complicado do polonês persiste na fachada de um prédio residencial na alameda Nothmann, entre Guaianases e Conselheiro Nébias…

  9. Meu primeiro acesso à internet, nesta manhã de quatro de dezembro, é São Paulo Antiga. Percorro as linhas de sua história de família, vou me lembrando de meu pai usando chapéu (hoje, ele teria 109 anos), passo pelo caminho do meu “Panamá” (não é um Fedora!) feito no Equador, revejo na memória alguns outros chapéus e me lembro bem de “El Sombrero”, que eu pensei fosse eterna, além de nossas lembranças. O coração aperta e, mesmo nesta manhã santista e ensolarada, a tristeza toma conta do meu peito.

  10. Tenho 32 anos e não vivi os tempos em que utilizar chapéus era uma obrigação para pessoas do gênero masculino. Apesar disto, ouvi sempre meu pai dizer sobre esta época e sobre as conpras que ele fazia na Rua do Seminário. Sempre pareceu anacrônico, mas eu frequentemente ia ao centro de São Paulo com o simples intuito de ir a Loja El Sombrero para adquirir muitos dos artigos que possuo desta loja, principalmente as minhas boinas. Quando li esta matéria passei a sentir uma imensa tristeza, perdi o meu rumo. Há dois meses estive por lá e fui muito bem atendido como sempre fui. Que a cidade está ficando chata, eu já sabia, mas com esta notícia, começo a me sentir órfão… Muito triste saber disso…

  11. Por razões de severa escassez capilar na região craniana sou um usuário bissexto de chapeus, boinas, bonés e quetais. Me lembro de haver comprado um, já há muitos, na El Sombrero. Era um modelo “Indiana Jones” que me acompanhou em muitas aventuras Brasilzão adentro. Infelizmente, esse chapéu – apesar de já estar meio surrado – foi roubado quando alguns larápios furtaram meu apartamento. O que prova que o acessório não é tão desprezado quanto parece. Uma pena o fechamento da loja.

  12. Realmente é uma pena saber que essa loja foi fechada. A última vez que estive lá, foi a uns 5 anos atrás. Não comprei chapéu, mas um boné de lã, daqueles com proteção para orelhas e que foi dado de presente para meu sogro, que agora já é falecido. Faleceu com as orelhas quentes (no bom sentido).
    Quanto aos policiais militares, o quépi convencional ainda faz parte de seu uniforme formal e de gala.
    Há aí uma questão de custo, que os governantes entendem ser prioritária, aliada à idéia de que quépi é coisa de militar e militar é sinônimo de ditadura.
    Mas se formos ao shopping Eldorado por exemplo, veremos vigilantes muito bem vestidos e usando quépis muito bem feitos.
    Entre o quépi militar (e caro) e o boné malaco, certamente existem alternativas que poderiam ser adotadas.

    1. Concordo com sua resposta, caro Nilton, também não entendo esta questão.

  13. Local onde comprei meu primeiro e saudoso Panamá, antes do modismo. Lembro do vendedor, tão antigo quanto a loja, me questionar se era um panamá estilo Tom Jobim ou Falamansa (fui na 1a opção).

  14. Queridos… Ainda há a Chapelaria Paulista, também no coração de são Paulo:

    Rua Quintino Bocaiúva, 94.
    Douglas, sempre quis ter um chapéu, mas não achei até hoje nenhum que se adeque ao meu “estilo anos 20, 30” de ser…. Alguém pode me ajudar????

  15. Juliana,existe no bairro do Brás uma loja chamada “Bizu,Sol e Chuva”,com grande variedade em chapéus,inclusive anos 20,30…Dá uma passada lá: rua Rodrigues dos Santos,369.Telefone 3228-3407.

  16. Passei por lá há alguns dias e tinha a placa de “Passa-se o ponto”. Torcia para que alguém tocasse o negócio, Mas, infelizmente, o que impera nas ruas hoje são as tais “bombetas”, com o placar mais favorável a times de futebol ou basquete americanos do que ao ludopédio daqui. E concordo com você, Douglas, no tocante aos atuais uniformes da PM. Quando ele foi implantado na corporação, acho que no final dos anos 90 ou começo dos 2000, eu e meus botões costumávamos imaginar uma cena em que, em vez de revólver ou cacetete, eles de repente sacassem estilingues para combater um possível crime. Acho que, fosse assim, seria menos letal, não?

  17. Hoje fui conferir se a loja realmente tinha fechado. Sim, todos as noticias estavam certas.

    Em algum lugar li que ainda há um consideravel estoque. Pensei se não poderiamos fazer um compra coletiva. Seria algo meio histórico.

    Funcionaria assim: alguém faria o contato, escolheriamos, o dono faz o preço (algo mais do que o preço para logista e menos do que o preço para consumidor) e nós pagamos.

    O que vocês acham da idéia??? Alguém consegue o contato?

  18. Ó tempora! Ó mores! (Oh, tempos! Oh, costumes!)
    Cícero, orador romano.

  19. Nossa, sou natural dessa amada terra São PAulo, mas o destino quis que me mudasse para o interior, mas sempre visito essa cidade incrível e um dos meus locais de visita justamente era essa loja, onde comprava bonés para presentear um familiar meu que ama bonés. Fiquei triste em saber que será menos um ponto agora a ser visitado, só mesmo passando pela frente da loja e relembrar dos bons tempos, ficando ela fechada por muito tempo, como normalmente acontece ou mesmo abrindo algum outro comercio no local, não importando o que venha a ser, a lembrança prevalecerá!

  20. Meu pai sempre usava chapéu. Lembro de ter comprado um de presente para ele, de aniversário. Isso foi pelos anos 70. Eu trabalhava na rua São Bento e alguém me indicou uma loja na Benjamin Constant. Creio que era essa da reportagem. Saudade…

  21. Curioso em tempos de moda country, “ondas” de uso de acessórios mais retrô e as vésperas da Copa do Mundo no Brasil, onde irão muitos adeptos do chapéu, seja para fins de souvenir ou até para o uso diário, uma tradicional chapelaria fecha aí. Talvez meu avô e tio-avô já devem ter comprado ou ganho um chapéu vindo daí.

  22. Só fui a loja uma vez, em 2012, quando comprei um chapéu-coco que uso de vez em quando. Pretendia voltar lá esse mês, para comprar um chapéu novo. Não era frequentador assíduo da loja, nem uso muito meu Chaplin, mas é muito triste saber que a loja fechou… Triste mesmo.

  23. Não acredito que fechou!!!!! Que triste! Sempre comprei meus chapéus lá!!! E meu pai tb! Nossa, que tristeza!!!! E agora? :((((

  24. Estava programando uma visita para mostrar para o meu filho um pouco da história de São Paulo, das roupas, dos costumes antigos… Fiquei triste, e uma lagrima rolou nesse exato momento.

  25. Oi Douglas.
    Tenho 54 anos, moro há 11 anos em São Paulo. Vim do interior (Rio Claro/SP) de onde nunca havia saído para morar em outro lugar.
    Meu pai, tios e avôs sempre usaram chapéus. Eu mesmo tenho um panamá, que foi presente do meu pai antes de partir.
    Antonio Martini, meu pai, era uma pessoa reservada, calada… Nunca saía de casa sem um chapéu. Tinha o chapéu do dia a dia, o para usar em missas e festividades… Lembro-me muito bem que quando pequeno, fui com ele duas vezes para Limeira, na fábrica Ramenzoni, onde ele comprava os chapéus. Vinham em caixas bonitas, vistosas, que ficavam sobre o guarda-roupas.
    Abraços.
    Augusto

  26. Lamentável,sou de MG e compro na EL SOMBRERO a muito tempo pela net .Tenho 47 anos e desde sempre uso e coleciono chapéu e boina(tipo italiana).Fiquei triste quando fui abrir o site para mais uma compra,quando infelizmente descobri que tinha fechado.Pois o site não abria ,cheguei a achar que estava enganado com o endereço.Dai fui para o GOOGLE.E ai achei o comentário em SÃO PAULO ANTIGA,por sinal ótimo,PARABENS.A onde vamos comprar nossos chapéus de qualidade e preço muito bom.Sem falar .Na perda histórica no edeus as tradições de um ponto de referencia em SP PARA NOS QUE GOSTAMOS E USAMOS chapéu.ABÇOS GINO.ITAJUBÁ-MG.

  27. Que lástima! há tempos que queria conhecer o El sombrero e comprar um chapéu bem charmoso. adoro chapéus e na minha cidade não se encontra!! realmente é mais uma das tradições que, tristemente, se acabam. Belo texto!

  28. Lamento profundamente, já comprei várias vezes embora nunca tenha ido à chapelaria, pela internet,eram de qualidade e preço bom ainda não encontrei igual. Quiçá um dia reabram.Um abraço.

  29. Chapéu Cury, mod. Indiana Jones, usado pelo ator no filme, tem la o modelo igualzinho, e o usado no filme foi adquirido lá ou na fábrica que acho que fica em Campinas…

  30. Esta semana fiquei muito triste ao ver a tradicional Chapelaria El Sombrero fechada. Fui muito bem atendido há anos quando comprei a minha primeira boina Kangol para ser utilizado no Volkswagen Split com teto solar. Saudades…

      1. Olá, Douglas.
        Parabéns pela matéria.
        Estes nossos acessórios chapéu e boina ajudam na retrospectiva dos carros antigos em ambiente de época e antigomobilismo.
        Um grande abraço.

  31. Poxa vida. É uma pena ter fim uma loja tão clássica. Agora, os outros lojistas do ramo poderiam fazer um movimento de revitalização naquela região, desfiles com os produtos que oferecem, algo para mostrar que ainda estão ali!!! Pois infelizmente o bom gosto parece estar caindo no esquecimento.

  32. Também fiquei triste com o fechamento da Sombrero, um dos poucos redutos de chapéus de qualidade e não chainizes. Que opções nos restam?

  33. É mais um ícone dos bons tempos que se vai e nos deixam órfãos e saudosos.

  34. Eu comprei um chapéu ali!!
    Só hoje que passei por ali e vi que ela tinha fechado, é que meus caminhos não passam por ali, mas quando vi aquela placa de “Aluga-se” meu queixo caiu. Sério mesmo!!
    Não sou de usar chapéus, apesar de gostar muito, mas quando passei por ali algum tempo atras, não resisti entrei e comprei um!! Fiquei mais de uma hora na loja e achei o atendimento e o ambiente fantásticos!!!
    Hoje quando passei por ali, ainda fui perguntar nas lojas ao redor pra saber o que tinha acontecido e um vendedor de outra loja de chapéus me disse que já fazia mais de ano e que não tinham falido nem nada, apenas, nas palavras do próprio vendedor, tinham cansado daquilo tudo.
    Uma pena.

  35. /sei que esta postagem é antiga, mas não resisti de deixar meu comentário. Tenho 46 anos e sou um aficionado por chapéu. uso desde meu 17 anos, e o primeiro chapéu que comprei foi justamente nesta ilustre loja que já fechou suas portas. Entristece-me o coração, não ter mais uma loja tão cheia de charme na Rua do Seminário, onde eu sempre passava depois do serviço e ficava a namorar os vários modelos de chapéus que tinha. O primeiro modelo que comprei era um tipo gangster de cor cinza azulado, muito bonito, de feltro é claro. Sempre que pude comprava meus exemplares por lá, também já comprei em outras lojas, mas para mim ali era o meu point favorito. Lá eu comprei o último modelo feito pela Cury, modelo Indiana Jones feita em pele de coelho da cor castanha, lá também comprei um de feltro da Ramenzoni de cor cinza, dois desses que ainda tenho, comprei um modelo Indiana Jones cor preta de feltro que á pouco presentei um amigo meu com ele, mas infelizmente esses modelos que a Cury fazia não se encontra mais, pois eles pararam de fazÊ-lo, e temo eu que talvez tenham fechado, ou espero que tenham diminuído a quantidade fabricada, pois assim quem saiba no futuro possam voltar a confeccionar essas maravilhas. Recentemente, encontrei este modelo de pele de coelho de cor preta aqui em Lages, a cidade que atualmente moro, mas infelizmente era de número 60, o meu número é 58, mas vou confessar que estou com vontade de comprá-lo assim mesmo, pois sei que dificilmente encontrarei novamente este modelo, visto que não o fabricam mais. Bem, acho que me alonguei mais do que previra, mas fica aqui este testemunho de um amante da chapelaria, e dos chapéus. Abraços

  36. Poxa! Comprei minha boina inglesa lá e estava pensando em voltar lá para comprar algo especial e triste ver que o comercio tradicional esta morrendo!

  37. Você tem conhecimento de outra loja , que vende chapéus , bengalas e acessórios masculinos, sou fã de chapéu e bengala, uso bengala , mas estou com dificuldade para comprar aquela Bengala com cabo curvo, só encontro bengalas em loja de produtos hospitalares…., Uso bengala para equilíbrio no caminhar , seria melhor se for com estilo , outra coisa sou muito fã da moda dos anos 30 até 50 , incomparável , termos , sapatos, e tudo mais da época …. parabéns pelo seu artigo ….

  38. Boa noite, vc saberia me dizer se eles tb fabricavam chapeus? Ganhei um de herança que estava escrito ma caixa Ramenzoni, ma dentro do chapel estava estampado a marca desta loja.
    Obrigada

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