Casas – Rua Matusalém Matoso, 227/231

Em um antiga rua da Penha estas duas casas não resistiram. Já foram parcialmente demolidas, só restando apenas suas fachadas e as várias árvores que estão dentro do terreno.

Fotos: Douglas Nascimento

O que será que irão construir neste local ? Por enquanto tudo parece estar parado. A casa de número 231 possui em sua fachada uma estrela de David, detalhe curioso que não encontrei em nenhuma outra casa antiga do bairro. Será algo decorativo ou servia para mostrar que ali vivia uma família de origem judaica ?

Notem no mapa o vasto cinturão verde entre as ruas Matusalém Matoso e a rua Padre João. Praticamente todas as casas possuem ao fundo inúmeras árvores. Até quando esta paisagem verde e bucólica desta região irá resistir ?

Veja outras fotos destas casas (clique para ampliar):

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6 respostas

  1. Minha familia morava nessa casa. Meus avós assim que chegaram em São Paulo mudaram para essa casa onde viveram por muitos anos.

  2. Realmente a estrela de Davi é um sinal de familia judaica no local. Uma pena ficar nesse estado.
    Será que o Sr. Marcelo do comentário acima é de origem judaída?
    Ajudaria a entender a história do local.
    Um abraço e parabéns pelo trabalho.
    Giselle Pio

  3. Incrível! Hoje visitei este local à trabalho e tirei algumas fotos…rs..são mesmo muito bonitas.

    Há um projeto em relação a este local, mas não tem a ver com restauração. Contudo, haverá resultados interessantes, creio.

    São três terrenos distintos. O primeiro, à esquerda, parece ter a casa ainda em pé, nos fundos. O terreno do meio tem a fachada e parte da edificação, enquanto o último tem apenas a fachada. Hoje havia uma placa de imobiliária.

    1. Meus avós alugaram essa casa de uma familia portuguesa……não tinham nada de judaico. Vou conversar com minha avó para saber se ela sabe de mais alguma coisa

  4. Eu sou o Tio do Marcelo Pavam, nasci na casa ao Lado, número 225. As casas, em questão, foram construidas por Portugueses e pelo que me lembro as famílias eram extremamente católicas. Havia sim, um costume de enfeitar as fachadas das casas com simbologias, mas por mera questão decorativa. O Cinturão Verde que você menciona, atualmente é muito pequeno, comparado ao grande verde que existia na minha infância (cinco vezes maior). Era uma chácara abandonada (Já naquela época). Chamáva-mos a enorme área de Matão ou Morrão. Havia Eucalíptos enormes, havia também muitas árvores frutiferas… pés de caqui, bananeiras, goiabeiras, pés de amóra, pés de ameixa, pitanga, maria pretinha, etc. Eu, meus irmãos e amigos daquela época, tivemos o “Privilégio” de apanhar e comer as frutas do próprio pé. Eram árvores imensas e frondosas. Fazia-mos Pic-Nic, brincava-mos de pega pega, esconde esconde, de índios e mocinhos, amarrava-mos cordas nas ávores para balançar… Tipo o herói das Selvas… O Tarzan. O Matão da Matuzalem Matozzo (antiga rua Itaparica) foi nosso Play Ground Natural… Tivemos uma infância maravilhosa brincando no grande espaço verde, Matão. Não sei dizer, mas o Matão não pertencia a ninguém… Talvez ainda pertença a Prefeitura… Convém fazer uma pesquisa sobre a pequena área verde que restou.
    Abraços.

  5. Foto Google junho/2014. a casinha da direita permanece em pé, firme e forte.

    A da esquerda teve parte demolida e tem taupes e o restante doi constrido um imovel. Aparentemente uma igreja, ou ainda mesmo um pequeno predio comercial….

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