Recentemente transitando pelo Jardim Paulistano, na Zona Oeste de São Paulo, me deparei com esta casa antiga anunciada à venda na Rua Sampaio Vidal.

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Construída em 1923 a casa já faz pelo menos 11 anos que está com placas de “vende-se”. Aparentemente o objetivo da venda é a para que alguém coloque abaixo e construa algo novo pois a ênfase do negócio é no terreno. Pelo terreno descrito no anúncio, 1502 metros quadrados, é bem possível que algum imóvel vizinho esteja junto no anúncio.

De fato a fachada da residência não está em sua melhor fase, mas não é das piores e nem é possível avaliar o interior da mesma, se está em bom estado ou comprometida. Se recuperada, ficaria encantadora.

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O que chama a atenção é estar à venda todos este anos sem que algum negócio seja concluído. Qual seria o motivo ? Valor alto demais ? Problemas em documentação ? Afinal a região é bem “quente” no mercado imobiliário.

Quem sabe essa demora toda não ajude que alguém a compre e a preserve ? Só o tempo dirá!

Nota: Os dados das imobiliárias foram removidos de acordo com a nossa política editorial

Sobre o autor

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, é presidente do Instituto São Paulo Antiga e membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

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Comentarios

  • Marcelo 03/02/2021 at 15:48

    Quase um século se vai que ela foi construída!

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  • Paulo Clistenes Vieira da Silva 03/02/2021 at 17:18

    Tomara que o comprador, queira restaurar o imóvel!

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  • FRANCISCO JOSE PENTEADO DOS SANTOS 03/02/2021 at 20:05

    Triste isso

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  • Tony Costa 03/02/2021 at 20:52

    Tecnicamente, nao se pode erguer nada acima de 4 andares, ou area construida: area de terreno 4:1. ( creio ser 4:1 ).
    Isto no Jardim Paulistano. Que e parte da Cia City , portanto tombamento envoltorio. O mesmo de Pacabembu, Jardim America, Jardim Europa

    A fachada e outra estoria. Na Sampaio de Vidal, as demais casas de rua nao preservam caracteristicas comuns em suas fachadas, portanto, muito dificil manter o aspecto arquitetonico. Pode-se justificar tombamento tao somente quando ha a necessidade de ser preservar o conjunto harmonioso.

    O comprador, suspeitando ser incorporador, pode burlar, usando a frente legal como Avenida Reboucas, aonde pode-se subir predio, e manter a rua de fundos na Sampaio Vidal. Assim mesmo, ha varios lotes inseridos, que deveriam ser adquiridos para compor metragem de terreno de predio residencial/comercial . Dada a profundidade dos lotes na Reboucas, pouco provavel que a construcao va abaixo para satisfazer projeto da incorporadora.

    Assim mesmo, quem ali compra, prefere recuo frontal ( muro e jardim, como se ve nas casas do entorno ), o que seria um equivoco. Casas antigas mantinham fachadas para a rua, porem, tinham quintais fundos, aonde pode se gozar de privacidade e espaco aberto externo, concomitantemente. Sendo a rua de baixo movimento, nao ha como justificar nao usar o comodo de frente como sala, por excusa do ruido de rua.

    Eu preservaria a fachada, ate porque ela e discreta, e tira ares de opulencia. Isto hoje em dia, e importante, com o fator seguranca. Apesar das ruas no Jardim Paulistano apresentarem guaritas de quarteirao.

    Daria um belo Townhome, porem eu fotografaria a fachada, ergueria um andar,a mais e reproduziria os detalhes de fachada no andar superior.

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  • CLÁUDIO NEREU FAUST 04/02/2021 at 00:26

    Se eu tivesse o dinheiro necessário, compraria o imóvel e o reformaria para ficar em suas condições ORIGINAIS. Sou um pouco saudosista dessas construções dos séculos passado e retrasado. Meus avós moravam em uma casa desse estilo, que infelizmente foi demolida, o terreno dividido e vendido. Ficava na rua onde hoje se encontra a passarela do metrô Belém, na Rua Brigadeiro Moraes. Não foi o Metrô quem dividiu a casa e o terreno. Foram intrigas familiares decorrentes de quem brigava pela herança. Uma vergonha… Hoje não tenho mais contato com familiares por causa desse tipo de comportamento.

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  • Emerson de Faria 04/02/2021 at 09:00

    Falo por experiência própria, vender um imóvel é extremamente difícil, pois também tenho um à venda há mais de 10 anos em XV de Novembro, Itaquera, e não sai negócio de jeito nenhum, em que pese o bairro quase todo esteja sendo derrubado para a construção de sobrados geminados e condomínios, só o meu é premiado e não vende nem com reza braba.

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  • Valter Palma 04/02/2021 at 13:36

    Sua preservação e restauração acrescentariam algo importante à lembrança dos tempos antigos da cidade e com valor turístico inegável. Estando já há onze anos para venda, algum problema deve existir como foi aventado pelo Douglas.

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  • Norma 04/02/2021 at 13:37

    Tomara que quem comprar faça uma reforma…agora se os vizinhos das laterais também colocarem seus imóveis a venda, com certeza vai subir uma torre….

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  • Luiz Henrique 08/02/2021 at 18:20

    É interessante notar que o local, à época, não devia ser um bairro tão de “alta classe”, haja visto o imóvel abordado, que é bastante semelhante aos seus contemporâneos das localidades ditas mais simples, como Penha, Brás, Barra Funda, Vila Maria, etc.

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  • Luiz Henrique 09/02/2021 at 18:09

    Há muitos imóveis nessa rua que devem ser, no máximo, da década de 1960. Portões e muros baixos, caixas de correspondência fixadas no muro, janelas e portas amplas, etc, são as características mais explícitas.
    É bom ver essas construções também. Época em que os muros serviam apenas para delimitar a área das residências.
    Aí, faziam o que eu chamo de “pré-garagem”, e depois, sim, um outro portão (geralmente de vidro) para guardar o veículo “oficialmente”. Muito legal!

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  • Loury Alverga Peto 27/02/2021 at 09:35

    Quase centenária !

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  • Plautio Barbosa Junior 30/03/2021 at 11:42

    OLÁ, CLAUDIO NEREU FAUST…
    Acho que o terreno que foi da sua família , no Belenzinho, virou condomínio… Veja no Google Mapas :
    https://www.google.com.br/maps/@-23.5443596,-46.5889809,3a,75y,82.55h,88.23t/data=!3m7!1e1!3m5!1sV40lKtL4F346fnkkLwHNMw!2e0!5s20200301T000000!7i16384!8i8192?hl=pt-BR&authuser=0

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