Bairro paulistano que surgiu a partir do loteamento do antigo “Sítio da Casa Verde”, que pertenceu aos irmãos Rudge, a Casa Verde é uma região bem agradável da zona norte paulistana e que ainda não é completamente verticalizada, sendo possível encontrar muitas ruas tranquilas. E é numa dessas que encontrei essa casa a seguir:

Localizada na rua Vichy, parte do bairro que é conhecido como Vila Baruel, trata-se de uma casa antiga muito interessante com uma arquitetura bastante charmosa, o que a destaca entre as demais residências vizinhas. Gosto muito dessa entrada feita com pedras e da calçada, feito com o tradicional piso com o mapa do Estado de São Paulo. O portão de entrada aparentemente é original e quando aumentaram a altura do gradil tiveram a sensibilidade de usar o mesmo padrão artístico.
A fachada da casa é adorável e muito bem preservada, com destaque para o aconchegante alpendre envidraçado e o trabalho detalhista feito na janela de madeira do quarto, bem como sua moldura. A cor escolhida para o imóvel também dá um destaque especial para a fachada. Parabéns aos proprietários!

Nota:
Você deve estar achando o nome da rua um tanto incomum, não é mesmo? Bem, de acordo com o Dicionário de Ruas da prefeitura paulistana o nome é referência à cidade de Vichy, localizada na França, famosa estação de águas termais.
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Vichy é uma cidade termal na região de Auvergne-Rhône-Alpes, no centro da França, conhecida por suas águas minerais e pelo período em que foi capital do governo colaboracionista francês durante a Segunda Guerra Mundial.
Em frente a essa casa, está instalada a Escola Técnica Estadual Albert Einstein, desde 1964, inicialmente Ginásio industrial Albert Einstein. Construído o prédio para acomodar cursos da Área da Construção Civil, visava apenas atender somente rapazes, e a arquiteta autora do projeto ganhou prêmios na Suiça. Com os anos foi se descaracterizando. Trabalhei ali 25 anos
Vichy foi capital da França, durante a ocupação nazista, na 2ª Guerra mundial.
Exatamente correta a explicação do nome Vichy. Acrescento apenas que já era famosa desde o tempo do Império de Júlio César, quando então era chamada de Aquae Calidae (= Águas Quentes). O dialeto da Auvergne se caracteriza por palatalizar os [s] e [z], isto é, “saucisse” (pronunciada habitualmente “sossiss”) é falada “chauchiche” (“chochich”) e “Thérèse” (“terréz”) se fala como se fosse “Thérèje” (“terréj”). Em 1994 tive a chance de conhecer em Paris o dono do Hotel Saint Jacques que justamente era da Auvergne.