As casas em estilo “art nouveau” da Vila Mariana

Bairro constantemente alvo de especulação imobiliária, a Vila Mariana ainda consegue preservar algumas de suas mais relevantes construções antigas. Duas delas, muito peculiares, apresento para vocês aqui.

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Localizadas nos números 189 e 195 da rua Dona Inácia Uchoa, trata-se de duas residências geminadas construídas no estilo art nouveau, muito relevante e difundido na Europa no início do século 20 e que, aqui na capital paulista, tiveram poucas (mas muito boas) representações. Infelizmente boa parte delas já não existem mais.

Essas duas casas vizinhas, entretanto, sobreviveram e inclusive foram tombadas como patrimônio histórico paulistano. Apesar disso, no passado, estiveram em mau estado de conservação e pareciam destinadas ao abandono, algo que para sorte delas e da nossa cidade não aconteceu. A fotografia abaixo mostra uma delas no início dos anos 2000.

Crédito: Miolo / Divulgação

A recuperação das casas foi algo muito satisfatório e um alívio, tendo em vista que é uma região com alto índice demolição de residências antigas, fruto da especulação imobiliária que faz da Vila Mariana um canteiro de obras sem fim.

A minha única crítica foi na “modernização” da casa direita, que teve a alteração das janelas por outras bem menores e a criação de duas garagens onde era o porão. Apesar disso a obra foi feita com certo bom gosto e não foi tão agressiva ao visual. E você, o que achou?

Abaixo você confere duas outras imagens, clique na miniatura para ampliar.

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Respostas de 3

  1. Acho que as mudanças na casa verde foram de bom gosto, não acabaram com o imóvel e nem foram bizarras, como outras que já vimos por ai. A opção da madeira combinou bem com os imóveis

  2. Excelente esse trabalho de postar as construções antigas, pois cada vez mais tendem a desaparecer.

  3. Eu honestamente gostei da restauração da casa direita. Claro que se fosse restaurada com janelas e gradis da época teria sido melhor, mas como já comentaram aqui tiveram o cuidado de utilizar janelas e portões (com respiro no alto) de madeira e gradis com adornos além de manter o “desenho” da janela mesmo com o corte para as portas.
    Ruim seria se tivessem utilizado as infames janelas e portas de alumínio. Pior ainda aquelas janelas de alumínio “estilo prisão” com as barras.

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