Armazém de 1924 – Avenida Itaberaba, 427

 

A zona norte de São Paulo é uma região que sempre revela gratas surpresas. Bairros mais antigos, como Santana e Freguesia do Ó são destinos ótimos para quem gosta de fazer um turismo na própria cidade e encontrar construções antigas, estejam elas conservadas ou não.

Ao lado do Cemitério da Freguesia do Ó, no número 427 da avenida Itaberaba, encontramos este armazém comercial que está fechado há algum tempo e que está à venda. A construção é do distante ano de 1924. Apesar de algumas infiltrações e uma carência de pintura o imóvel está bem cuidado e esperando por um novo dono.

O grande problema de estabelecimentos como este foi o aumento das vias para os carros. À época em que foi construído, o local provavelmente era bem melhor para se circular à pé do que hoje. Note que em detrimento do tráfego de pedestres, a avenida praticamente ficou sem calçada que, na altura da faixa de pedestres, não tem mais que 50cm de largura.

O curioso é que a calçada tem, diante da mesma faixa de pedestres, o rebaixamento típico para cadeira de rodas. Mas com um poste de luz de cada lado da calçada e com espaço tão estreito, é impossível um cadeirante circular neste calçamento.

O armazém com destaque para a Avenida Itaberaba

Não é a toa que um armazém tão antigo está fechado. Quase sem calçada e localizado em uma esquina onde é proibido também estacionar, não é muito fácil para um estabelecimento comercial sobreviver. Ruim para o proprietário que não consegue alugar ou vender e ruim também para a cidade que fica com mais um imóvel fechado ajudando a deteriorar a região.

Atualização – 18/08/2020: Fomos informados por um leitor do São Paulo Antiga que apesar de ter resistido tantos anos desde que esta reportagem foi publicada (ano de 2011), o imóvel foi demolido no início deste mês.

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18 respostas

  1. Aliás, curioso como nessa avenida, que é uma estrada bem antiga (estrada de Itaberaba) apresenta poucos imoveis antigos. A região devia ser bem desabitada mesmo, como a maioria da zona norte, riscada por diversas estradas mas sem travessas. Basta ver o mapa da Sara Brasil de 1930.

  2. Infelizmente com uma calçada tão estreita fica difícil manter um comércio. Fica até perigoso andar em um espaço tão limitado.

  3. Moro na rua deste imóvel. O Brasil ainda nem era tricampeão e eu já passava por aí. Uma coisa engraçada que percebo é que as crianças ainda tem prazer em passar por aquele pedaço de calçada caminhando sobre o degrau alto que existe para dar acesso ao local. Não sou entendido na história do meu bairro, mas alguns imóveis desta mesma época ou mais antigos eram residencias que foram transformadas em pontos comerciais fazendo reformas para a colocação de portas para a rua. A Avenida Itaberaba era importante via de circulação nos tempos passados e aquele pedaço era um bom ponto comercial já que devido à distância da região central e dificuldade de acesso a Freguesia do Ó tinha vida própria, como se fosse cidade do interior.

    Se não estou enganado, já deve fazer uns 20 anos que o lugar está fechado, deteriorando-se. Infelizmente o destino desta região é que estes imóveis sejam comprados por empretiteiras para que se espetem mais e mais espigões para empilhar pessoas. Os jornais do bairro chamam isso de “progresso”.

    1. Já joguei sinuca neste boteco. Embora a atividade fosse proibida para menores, de vez em quando o dono deixava.

      Trata-se aí do caso em que, ao alargar uma via, não há entendimento entre o proprietário e o órgão público sobre a reforma e o respectivo recuo bem como sobre o valor da indenização e a pendenga se arrasta há décadas (e não existe que compre o ‘imbroglio’).

      Se caminharem pela antiga estrada do sabão, no mesmo distrito, verão o caso semelhante de um salão que avança para o leito carroçável (!!!) pelo mesmo problema. Neste caso cheguei a ver a ‘obra’ de asfaltamento da estrada. Na época este salão era a alfaiataria do ‘seu’ Tobias, onde já mandei fazer algumas roupas.

  4. Boa noite. Por motivos diferentes, aconteceu algo parecido na Sto. Amaro, não tem como estacionar, então o comércio não sobrevive, ao mesmo tempo em que o movimento é grande demais para alguém morar ao lado da avenida.
    Obrigado.

  5. Nasci e cresci na Freguesia do Ó e desde que me entendo por gente este imóvel está fechado (tudo bem, sou jovem e tenho menos de 30). Mas se não me engano minha mãe sabe quem é o dono do terreno ao lado…
    Se eu descobrir, será um prazer compartilhar.
    Abraços a equipe do site.

    1. Eu sei quwm é o dono, na verdade ele já faleceu. Eu era vizinho proximo da familia.

      Eles moram na Rua Diogo Domingues perto do numero 200

  6. Que saudades da Freguesia, morei lá praticamente metade da minha vida, hoje moro em Itu SP, mas ao ver essa fotografia me lembrei que sempre passava em frente a esse armazem, estudava no Plínio Ayrosa e gostava de ir ao largo da Matriz, muitas saudades desse bairro tão boêmio!!

  7. Moro na rua localizada atrás desse imóvel. Segundo informações de minha avó, no final da década de 80 esse armazém vendia frios e laticínios. Porém houve um assalto e uma pessoa faleceu, ela não sabe se era o comerciante, embora muito provavelmente. Desde então o imóvel está fechado (+ de 20 anos). De início, o imóvel estava para alugar, porém como relatado, o ponto não é dos melhores e outra, este imóvel é bem grande. Dessa forma todo o terreno está a venda, só que há um outro porém, o terreno se inicia nesta esquina e termina na rua onde moro. É um terreno de dimensões estranhas, já que ele se inicia na esquina desse quarteirão de forma ampla e termina bem estreito na rua abaixo.

  8. podia ser restaurado pela prefeitura e usado para alguma
    coisa, antes que a ganancia derruba e faça mais um prédio sem graça …

  9. Este terreno já esta a venda pelo dono a algum tempo. E não é só o armazém, tem a parte de trás que é ENORME, mas que eu me lembre não tem construção alguma.
    EU acho que daqui a algum tempo ele será demolido =(

    1. Também morei e estudei no bairro de 1966 a 1972, o imóvel ficava (e ainda fica) ao lado de um ponto de ônibus. Nunca vi o imóvel aberto, sempre de portas fechadas, parecendo abandonado.

  10. E lá se foi o armazém! Tive o “privilégio” de estar passando na frente e consegui ver suas paredes caindo. Dia 14/07/2020. Que tristeza!!!

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