Casarão – Alameda Santos

Embora urbanizada recentemente, a partir do final do século 19, a área da Avenida Paulista (aberta em 1896) e sua paralela Alameda Santos, pouco preservam o que foi construído no período inicial de ambas as vias. Boa parte do casario antigo, desapareceu e hoje só podem ser vistas a partir de livros. Felizmente algumas poucas ainda sobrevivem e estão por ali para serem admiradas. É o caso deste magnífico imóvel a seguir.

Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga - Clique para ampliar

Localizado na altura do número 1985 da Alameda Santos, este casarão amarelo está absolutamente preservado é um dos últimos remanescentes da região. Construído no início do século 20, o casarão é tombado como patrimônio histórico municipal e hoje é ocupado pela Sabesp que também ocupa o prédio seguinte ao imóvel, no número 1919.

O casarão está intacto por fora, seguindo todas as regras de tombamento da cidade. Para facilitar a observação do imóvel sem comprometer a segurança do mesmo, há um gradil ao invés de muro. Na mesma calçada, ainda na área pertencente à esta construção, existe um belíssimo mural de azulejos que também vale a pena observar.

Em uma região de tão forte especulação imobiliária, este imóvel é mais que um sobrevivente, é um vencedor. Que se mantenha preservado por todo o sempre.

Veja mais fotos casarão (clique na miniatura para ampliar):

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Respostas de 13

  1. Parabéns à Sabesp, que ao que me parece, preserva os patrimônios históricos que estão em alguma forma em seu poder. Moro perto da estação Cantareira, é a ultima estação que restou ainda em pé do trem da cantareira, essa estação fica, assim como toda a vila dos operarios da linha do trem, fica dentro do clube dos funcionários da Sabesp, e é impressionante como esta estação e a vila histórica estão muito bem cuidadas pela admistração do clube da Sabesp. Essa estação, assim como outras preciosidades da zona norte de São Paulo, como o castelinho da família Baruel construido por volta de 1850 e a Vila Holandesa, poderiam ser visitadas pelos mantenedores deste ótimo site, fica a sugestão.

    Att;
    Marcos Gonzales

    1. Não seria a Vila Inglesa na luz? Quanto ao clube da sabesp, é um lugar maravilhoso, super bem conservado porém me parece que lá será usado como pateo de manobras para a construção do rodoanel. Melhor fotografarem logo. É o fim do mundo.

  2. Maravilha de site.
    Não resisti e transportei o predinho e sua história para meu blog.
    Um grande abraço.

  3. Este casarão da Alameda Santos quando de uma de suas últimas reformas, executada pelo gerente da sabesp Engº Amauri Pastorello e ele teve o cuidado não só de preservar o existente externamente, mas existe uma escada de madeira em sua parte interna que é maravilhosa e ele contratou um especialista para mantê-la com todas as características originais. Ela tem um sistema de sustentação totalmente diferente que quem vê duvida que ela se mantém em uso.

  4. Nasci na Alameda Santos e conhecia a família que habitou esse casarão, pois era funcionário da Sabesp. Parabéns, a casa está muito preservada, porém havia um jardim maravilhoso, aos moldes de Versalhes e foi completamente destruído, infelizmente! Sou arquiteta e sei que o projeto poderia ter mantido parte desse jardim. Pena! Era lindo! E não tenho registro! Se alguém tiver, agradeço muito!

    1. Paula! Você estudou no Dante? Morava em cima do Sé? Tudo bem? Será que lembra de mim? estudamos na mesma classe senão me engano!
      Lembro do jardim muito bem, pena saber que não existe mais…

  5. Nasci na Alameda Santos, tenho 59 anos, e todos os dias percorria este caminho saindo de casa e ia até a escola a pé, passava em frente a este lindo casarão e ao mural, que sempre quis entender o que representava! Alguém sabe? tem foto dele?
    Logo em frente tinha um casarão enorme com um jardim que parecia maravilhoso, ficava na esquina com a Ministro Rocha Azevedo, faz muitos anos que mudei de SP, gostaria de saber se ainda existe esta casa, também sou fotógrafa e desde sempre adorava estes casarões da Paulista e redondezas.
    Onde hoje é o Hotel Renaissance, existia uma chácara que ocupava o quarteirão da Alameda Santos, até a Jaú. Tinha uma casa bem com cara de interior , tinha até feito um desenho dele, mas infelizmente joguei fora, nela existia um Jatobá que foi derrubado para também dar lugar ao hotel, poderiam bem ter aproveitado a árvore, na época os moradores fizeram um protesto para que não derrubassem, mas foi em vão. Também queria alguma informação sobre esta casa, que não achei nada em lugar algum.

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