Ah o Tatuapé! Impossível não lembrar deste bairro quando pensamos na Zona Leste da capital paulista. Com sua movimentação típica de um grande centro urbano, a região mesmo apesar da pesada especulação imobiliária que vem sofrendo, ainda consegue ser uma região muito agradável.
Apesar das demolições frequentes de casas antigas, vilas e imóveis de pequeno porte, a região ainda é bem servida de residências agradáveis, como esta a seguir:

Localizada no número 284 da Rua Padre Estevão Pernet, trata-se de uma charmosa e interessante residência antiga. De alteração no projeto inicial vemos apenas duas coisas: o gradil que substitui o muro baixo original, provavelmente por razões de segurança, e a cobertura da garagem cuja construção é bem mais recente do restante do imóvel.
Isso de lado, temos um belo e muito raro exemplar antigo, com uma fachada pouco comum nesta região. Que seja mantida preservada, é um colírio para os nossos olhos diante de tantos prédios similares e sem graça construídos pelo bairro.
Bem próximo desta encontra-se outra construção bastante interessante, porém não tão bem cuidada: a Lavanderia Piratininga.
Veja mais fotos da casa:
Respostas de 10
Charmosa mesmo.
Bom ver mais uma preciosidade que não se deixou levar pela ambição das construtoras….
Eu acho que as pessoas viviam em paz no passado. Hoje em dia, vivemos todos enjaulados!
Belíssima casa. Realmente, o Tatuapé é um dos bairros mais agradáveis de São Paulo. Pena que a espéculação imobiliária esteja tão forte ali.
Tomara que seja conservada por mais tempo possível!
Casinha singela que nos remete a um passado mais humano e fraterno.
Algo que remete a uma paz que modernidade nenhuma consegue oferecer… (Cheiro de café e bolo de fuba…)
E com o Uno na garagem, destacou mais ainda o imóvel.
Tatuapé conheço muito pouco, moto no Ipiranga onde nasci a 64 anos atrás. ( próximo do Aquário). Próximo de casa ainda há slgumas casas antigas. Eu gosto muito do estilo de construção com varandas. E as do tipo de vilas onde as pessoas colocavam suas cadeiras nas calçadas pra conversarem no final do dia sob uma luz lúgubre e apreciavam o anoitecer e as noites de lua cheia e calor. Aproveitavam pra contar suas histórias de vida. Eu participei de muitas noites assim na rua da imprensa. No Ipiranga. Em meados dos anos 60. Muitas conversas de adultos e crianças sentadas na calçada ouvíamos atentos e dávamos muitas risadas. Haviam também noites de viola entre dois vizinhos que apreciavamos muito. Um carro ou outro passava raramente e até às dez da noite ali permaneciamos atentos as conversas e contos de casos. Sempre havia um vizinho q como o cuco anunciava já são dez horas da noite. Hora de dormir. Porquê todos iam cedinho para o trabalho e as crianças cadinho para a escola paroquial. Eu ainda nos meus seus anos tinha o privilégio de ficar com a mãe e regar as plantas pela manhã. Muitas vezes orvalhada pela bruma da noite. Pois São Paulo, ainda era a terra da garoa naquela época. Como era bom não se ouvia sirenes de carros de polícia. E se esquecesse de trancar o portão. TD bem. Ninguém invadia nossas casas. Muita saudade desse tempo no meu bairro.
continua do mesmo jeito, pelo GM de 03/23: https://shre.ink/8zpI