1932 – o ano que tentaram “apagar” Henry Borden

Manchete abordando o bombardeio :: Correio de S. Paulo edição de 6/8/1932

Foram 2 bombas. Uma que atingiu a sala de controle e a outra um bananal nas proximidades da usina Henry Borden, antiga Usina de Cubatão. O bombardeio aconteceu há 89 anos e foi uma ação planejada do governo federal para que as indústrias bélicas paulistas fossem forçadamente freadas. Esse combate faz parte da história da Revolução Constitucionalista de 1932, movimento que objetivava derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e convocar uma Assembléia Nacional Constituinte. 

O movimento ocorreu, principalmente, no estado de São Paulo e o levante armado começou, de fato, em 9 de julho de 1932, após a morte de quatro jovens, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, por tropas getulistas, em 23 de maio de 1932, durante um protesto contra o Governo Federal. 

Na foto a Usina Henry Borden (clique para ampliar)

Os danos na usina Henry Borden não foram significativos e as máquinas foram desligadas manualmente por precaução. Não se sabe ao certo se a intenção do governo era realmente destruir a usina ou apenas um ato para amedrontar os revolucionários. Após esse ataque, a usina continua, até hoje, em pleno vapor. 

Sala de controle da usina após o ataque aéreo

SOBRE A USINA HENRY BORDEN
O complexo Henry Borden, localizado no sopé da Serra do Mar, em Cubatão, é composto por duas usinas de alta queda (720 m), denominadas de Externa e Subterrânea, com 14 grupos de geradores acionados por turbinas Pelton, perfazendo uma capacidade instalada de 889mw, para uma vazão de 157m 3/s. Inaugurado em 1926, como usina de Cubatão, é um importante marco da industrialização de São Paulo e do país. Atualmente, a EMAE – Empresa Metropolitana de Águas e Energia, é detentora e operadora do sistema hidráulico e gerador de energia elétrica da usina.

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3 respostas

  1. Muito bom. Na verdade foram 5 estudantes, mas este não entrou para a história pois morreu no hospital e não no confronto.
    E os primeiros que se alistaram para a guerra foram santamarenses. As comemorações do aniversário da cidade estavam prontas para aquela semana junto à represa Guarapiranga, Av Atlântica, quando foram canceladas. Este foi o motivo de GV mandar anexar Sto Amaro à SP após a revolução que mudou o país sim!

  2. Este quinto estudante é o Alvarenga, que também foi homenageado com nome de rua no Butantã. A rua Alvarenga é bem conhecida e movimentada, e fica perto da rua MMDC.

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