Originalmente chamada de Rua 22 e posteriormente, no início da urbanização da região, de Rua Araguá, a atual Rua Chilon não tem nenhum resquício mais de sua fase rural, tendo 90% das suas casas engolidas pelo mercado imobiliário que ergueu diversos edifícios por ali na Vila Olímpia.
No entanto um sobrado, da segunda metade do século 20, sobrevive como uma verdadeira cápsula do tempo, resistindo, sabe-se lá como, à especulação imobiliária que é muito agressiva na região:

É praticamente a última sobrevivente da rua em sua concepção original, uma vez que as demais que ainda existem (e são pouquíssimas as que restam) foram ou modernizadas ou, na maioria, transformadas em estabelecimentos comerciais e até estacionamentos.
Eu frequento um restaurante bem próximo dessa casa e já vi outros carros na garagem alguns anos atrás e até um cachorro lindo, um golden retriever, creio eu. De um ano para cá, só silêncio, as plantas e o Ford Fiesta que jaz na garagem. As plantas outrora mais cuidadas, agora crescem agressivamente e aos poucos avançam em direção ao gradil do portão. Dentre as plantas frutíferas destaco um pé de mamão e um de jurubeba (ambos carregados).
Não sei qual a história desta casa e nem o motivo dela estar assim, esquecida. No entanto é impossível negar que trata-se de um bonito exemplar residencial da região, dos tempos que a Vila Olímpia, Itaim Bibi e arredores eram locais tranquilos. Espero não ver essa casa ir ao chão.


Respostas de 3
Essa casa está com aspecto de abandonada.
Parece que está abandonado o imóvel, tem um carro empoeirado, acumulo de arvores e matos.
Desta vez não entendi qual o ganho arquitetônico
Ninguém está falando de ganho arquitetônico aqui. Nesta caso é a curiosidade mesmo.