Quando fotografei esse charmoso sobrado antigo localizado no Parque da Mooca, no bairro homônimo, tive duas motivações.

O primeiro motivo, evidentemente, é a casa em si. Trata-se de uma construção antiga muito interessante e funcional, construída na metade do século 20 e já projetada para ter entrada de veículos (garagem) independente da entrada regular.
A fachada é muito graciosa e peculiar, com seu acabamento em azulejos amarelos e pretos dispostos de maneira intercalada na parte superior da fachada e agrupados por cor na porção térrea. A entrada ao imóvel se dá pelo pequeno portão do lado esquerdo que dá acesso a uma pequena área, para depois adentrar à casa em si. Realmente adorável.

Já o segundo motivo fica bem evidente na fotografia que abre essa matéria: o poste e a fiação. É incrível como o não enterramento dos fios se revela em uma deplorável deterioração de nossas ruas e avenidas, a ponto de esconder com a feiúra da fiação a beleza de casas e até monumentos da cidade.
A fiação aérea é uma afronta, inclusive, à legislação municipal. Afinal, em 2005, o prefeito José Serra (PSDB) sancionou uma lei que regulamentava e obrigava o aterramento da fiação na cidade de São Paulo (clique aqui para ler). Mas a concessionária de energia, sob o argumento de que trata-se de uma questão federal, seguem empurrando o cumprimento da lei com a barriga. Ê Brasil…
Respostas de 4
A casa é mesmo adorável e interessante, mas você pontuou algo de grande relevância e vive no empurra em empurra da gestão pública, que a fiação.
Moro em uma esquina onde não consigo ver a rua da sacada de meu prédio pela fiação, hoje aumentada por empresas de telefonia e tudo mais que usa indevidamente os postes públicos como suporte.
O pode público fecha os olhos e nenhum político coloca em sua pauta.
Temos que brigar pela nossa cidade!
Acredito que o problema é bem mais que isso. Não tenho dúvidas quando a demagogia de José Serra pois cagar leis é fácil pois no meu entendimento as cidades caso de 99,9% no Brasil, tem problemas sérios de infraestrutura onde ainda no século XXI boa parte nem mesmo tem redes de água potável e tratamento de esgoto. As enchentes que são consequência da “impermeabilização” por concreto e asfalto, galerias e canalizações de rios e córregos mal dimensionados e entupidos devido falta de manutenções preventivas e melhorias que na minha opinião inviabiliza tal aterramento devido a surpresas que certamente encontrarão elevando ainda mais os custos que são elevados. Lembrando como exemplo, que nas obras feitas em São Paulo ainda encontram trilhos de bonde que foram soterrados, não retirados e nem mesmo foram mapeados
É do tempo da Rua Cavóca.
Bem, eu penso que a colocação dos postes deveria seguir o desenho do terreno em si. Explicando e dando como exemplo essa casa aí, ela deve ter 6 metros de frente. É provável que todos os terrenos desse lote foram vendidos dessa forma, com 6 metros. Sendo assim, ao instalar os postes, a concessionária deveria coloca-los de forma que não ficassem no meio do lote mas sim na divisa de um para o outro. E isso valeria para todos. Acho que já ajudaria, não ficaria tamanha aberração.
Mas eles devem pensar assim: “já estamos fazendo muito instalando os postes, pra que esse estudo, essa minúcia, esse capricho, essa preocupação?”.