Sobrado antigo – Rua Siqueira Bueno

Nunca escondi para ninguém que nutro um carinho mais que especial pelo bairro paulistano do Belenzinho. Também, motivos não faltam: meus pais nasceram aqui, se conheceram aqui, eu nasci aqui e, finalmente, trabalho aqui pela segunda vez na minha vida. Então essa região eu conheço como a palma de minha mão.

E se o bairro está igualmente se transformando como os outros, também mantém ainda muitos dos imóveis que conheci lá na infância e, felizmente, sobrevivem contra tudo e contra todos. Um dos meus favoritos desde sempre é este que apresento a vocês.

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Localizado na rua Siqueira Bueno bem na esquina com a rua Júlio de Castilhos, esse sobrado das primeiras décadas do século 20 é de uma beleza rara. Apesar de não estar em sua plenitude, vítima do vandalismo que acomete a cidade, o estado geral do sobrado é bastante satisfatório apresentando preservada todas as suas características originais.

Gosto muito do adorno no frontispício, dos detalhes das venezianas do andar superior e das demais janelas, da sacada na esquina (que é vazada com cobogós) e das plantas que estão ao redor da porta de entrada. Aliás, nesta porta, tem uma plaqueta daquelas escritas “GN” com o perfil de um cão pastor, e que significa “Guarda Noturno”.

Os únicos pontos que não me agradam são o telhado atual e o puxadinho do lado direito, que destoam sensivelmente do padrão da residência, porém em uma casa que possivelmente tem mais de um século de existência é esperado encontrar adaptações que permitam um uso mais adequado aos novos tempos.

Por fim, de curiosidade, destaco que a casa está em um quarteirão onde fica praticamente rodeada pela FAME (Fábrica de Aparelhos e Material Elétrico Ltda) uma das mais antigas e tradicionais não só do Belenzinho mas de toda a zona leste paulistana. Veja mais fotos da residência abaixo:

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Respostas de 6

  1. Parabéns pelas fotos excelentes arquiteturas, que deveriam ser restauradas e preservadas pois, fazem parte da nossa história Paulistana
    .

  2. Eu trabalho na região da Mooca e Belém e acho o máximo observar as construções antigas por lá. E aqui posso saber as histórias de algumas casas fotografadas das quais já observei. Muito interessante seus posts.
    Curto demais!!

  3. Seia muito bom se levantasse um pouco da história do imóvel, como: quem foi o primeiro morador, quem cresceu nele, qual a cor original, em que ano foi construído, que mora atualmente, quem é o dono, se está a venda, quem são os herdeiros ( família ), se há mobília remanescente da época de ouro de sua existência. Abraços.
    P.S fico contorcendo o pescoço de tanto olhar para as obras de arte de nossa arquitetura. Um tanto não valorizada como devido. E pior. A história vai se perdendo no tempo. Muito obrigado.

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