Eram os carros antigos melhores que os carros atuais?

O Diretor da General Motors no ano de 1924 mudou a indústria automotiva para sempre: ele começou a modificar os veículos anualmente. Isso fez que o proprietário do veículo lançado o ano anterior sentisse que o seu carro era velho e, desse modo, começasse a desejar comprar um carro novo. O mesmo desejo de querer comprar hoje em dia, um Volkswagen UP, por exemplo. 

Essa mudança na fabricação de carros semeou o consumismo. Outras empresas começaram a fazer a mesma coisa e, como uma enorme bola de neve, a ideia continua hoje, quando o dono de um Volkswagen UP usado, por exemplo, quer logo comprar um modelo mais novo, para ficar atualizado. 

O problema é que, ao mesmo tempo, algumas pessoas sentiam que os carros eram fabricados para poder funcionar somente durante um tempo determinado, depois seria caro manter esse veículo e o melhor era comprar um novo. No entanto, nos é assim que a indústria automotiva funciona. Comprar hoje um UP Volkswagen não significa ter que comprar um veículo novo no próximo ano!

Os carros atuais duram mais que os carros de outras décadas?

Na foto: utilitários Ford em meados da década de 1920

Muitas pessoas consideram que os carros antigos tinham maior durabilidade. Outras consideram que eram carros mais seguros, por conta da espessura dos materiais que significava maior proteção para os ocupantes do veículo.

Antigamente, a mecânica era o mais importante, não existia a eletrônica dentro dos veículos. Antes de aparição da eletrônica no mundo automotivo, era possível ter um carro para a vida toda, sempre que o dono cuidasse muito bem dele. Mas devia-se ter muita atenção à manutenção.

Mas hoje em dia, se fosse feito um teste de uma batida entre um carro Bel Air 1959 contra um Volkswagen UP automático, com certeza o ocupante do Bel Air teria morrida e o ocupante do Volkswagen sairia do veículo sem grandes consequências. 

Como é a mecânica de hoje ?

Os carros atuais, como Volkswagen UP versões, podem andar por muito mais tempo com menor quantidade de manutenções se comparados aos carros de décadas passadas. A tecnologia melhorou, as velas de ignição duram mais de 100 mil quilômetros, entre outros detalhes. 

Os problemas comuns dos carros antigos hoje pode-se dizer que quase sumiram. Como exemplo: a oxidação da carroceria. Hoje é muito comum ver carros com uma quilometragem total superior a 200 mil quilômetros. 

E a eletrônica?

Mesmo com a evolução da indústria, existem peças dos carros que foram criadas para durar por um determinado tempo. O caso dos airbags, por exemplo, que aos 10 anos de vida avisam que há um erro, para que o dono do carro os troque. 

No caso da electrónica, o problema é que o hardware não suporta atualizações infinitas de software e justamente por esse motivo deve ser substituído. A dificuldade na manutenção fica pior porque quando um veículo é muito velho, as marcas automotivas não olham para ele, pois não vale a pena continuar com as atualizações. 

Definitivamente, se quiser ter um carro para a vida toda, o melhor é ter um fabricado antes da era da eletrônica, pois é justamente a eletrônica que envelhecerá primeiro e será difícil de substituir.

Algumas tecnologias de veículos novos que são velhas

É comum ver como os veículos novos oferecem alguns equipamentos tecnológicos como se fossem recém-criados e, na verdade, são tão antigos quanto o próprio carro! Algumas tecnologias são realmente centenárias!

Por exemplo:

  • Luz auxiliar em curvas: o sistema ‘cornering light’ acende um dos faróis de neblina quando você aciona o pisca-pisca ou gira o volante. O Cadillac 1962 já tinha esse sistema, porém era mecânico.
  • Carros híbridos: carros como o Corolla são modelos híbridos na atualidade. Mas há mais de 100 anos existiam carros com um conjunto mecânico que contava com um motor elétrico e a combustão: o ‘Sempre Vivus’ de Porsche, que foi apresentado em Paris no ano de 1901.
  • Botão de partida: nem todos os carros atuais oferecem a opção de um botão para dar a partida. Mas o Cadillac de 1912 tinha essa novidade. Naquela época era uma questão de segurança: como a partida acontecia girando uma manivela isso era perigoso, porque o motor poderia produzir um solavanco e quebrar o braço do motorista.
  • Sistema de navegação: através das centrais multimídias, é comum ter um navegador GPS hoje em dia. Mas há 40 anos que a Honda oferecia um sistema parecido analógico.

Quem escreve:
Guilherme Oliveira em colaboração com o São Paulo Antiga

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